11/02/2014

Uma Moeda de Troca Melhor que o Dólar!

Eita, dessa vez voltei mais rápido... nem me demorei... Acho que tem a ver com a alegria que se instaurou por aqui nos últimos dias. Eu estou me dedicando mais ao que me faz feliz: malhar, correr, sair com meus amigos, estudar, ler e, claro, escrever. E vocês, como estão? Eu queria agradecer aos comentários da @Renata Martins, da @Eleni Domene e  da @Dani. Valeu, girls. O último post teve quase 300 acessos e, poooooxa, foi sensacional ler comentários de apoio como o de vocês. Um super beijo. 




Mas deixa eu voltar (barulhinho da fita rebobinando, quem lembra?! =D) e perguntar outra vez, o que vocês têm feito? Estão felizes? Confiantes nas decisões que estão tomando? Pois é... é difícil, não é?! Cada decisão é um conflito... fazer ou não fazer? Seguir ou não seguir? Apostar ou não apostar? E falo em "apostar" como um todo... apostar no sonho, na vida, nas pessoas, nos projetos... tem hora que você só queria saber se vai dar certo, não é? Se pode confiar que a coisa vai fluir depois.... Eu sei como é... entendo bem... e foi assim que surgiu o tema do post de hoje. "Uma moeda de troca melhor que o Dólar: a confiança". [Tu pensou que eu estava falando de quê? Euros? Oi?! Não, bonitx, eu estou falando de con-fi-an-ça!] Sim, a vida parece mais um banco do que qualquer outra coisa... repara só: a gente deposita expectativas, sonhos e esperanças em pessoas, em momentos e em projetos. Muitas vezes, sacamos sacanagem, falta de consideração e irresponsabilidade dos envolvidos. Trocamos sinceridade e respeito por tantas coisas que, muitas vezes, não precisamos: falta de consideração e ignorância. Quando isso acontece, nossa credulidade entra no vermelho e precisamos pedir emprestado um pouco mais de paciência fora do banco. Aí entram Deus e os amigos (algumas vezes até esses nos deixam na mão). Penhoramos sonhos e projetos (voltaremos já para continuá-los) em troca de decisões... e, nesse sistema que vai seguindo, a confiança é uma moeda rara e valiosa.  



Eu lembro quando fui dirigir pela primeira vez nos EUA... Eu não tinha um mês de USA ainda.... E a minha casa em NJ era virada para uma avenida já. Sim... Assim dessa forma bruta... eu tinha que sair com o carro "arrancando" já, pois não tinha nem acostamento. Era tenso... Hahaha.. E para piorar, era tipo em um morro... eu podia ver que vinham carros do lado esquerdo, mas não do lado direito. Então, eu tinha que baixar o vidro e tentar ouvir se algo, TIPO UM CAMINHÃO, estava se aproximando... E tinha que pedir às kids para ficarem caladinhas para não morrermos (o de dois anos nunca fazia silêncio.... reflitam). Nas primeiras vezes, eu saia SEMPRE para o lado em que eu tinha visão limpa... dirigia até um ponto em que pudesse fazer a curva e tomava a direção que eu precisava. =P que esperta, né?! Meu host sempre gritava para mim:"It's that way, Tarci... turn around". Eu só sorria, fazia a egípcia confusa e em 2min passava na direção correta na frente de casa e buzinava... Hahahaha... com o tempo, confiei em mim. Peguei os paranauês de sair acelerando já... Isso não quer dizer que não tivesse medo de dirigir em um lugar novo, onde o limite de velocidade é quase o mesmo que o da Fórmula 1. Brinks... Claro que tinha, mas eu ia. Tem uma frase que amo que diz "Se tem medo, vai com medo mesmo". E eu ia. Mas antes de poder encostar no carro, meu host me levou para fazer um teste e PUTZ eu tive que confiar em tudo que sabia. Assim... era uma KIA e/ou a mini-van (gigante)....nunca havia dirigido nada parecido... Mostrar-se confiante ao volante gera 98% de sucesso, dizem as minhas pesquisas... hahaha Fui topetuda... entrei no carro, ele foi falando onde eu tinha que ir e dei a volta no bairro. Ainda mostrei para ele que sei "fazer um cat" legal. Eu fiz uma volta num lugar proibido lá. Rsrsrs... eu só tinha 3 meses de carteira e MUITA CORAGEM. Quando ele chegou em casa, falou para a minha hostess "she drives like an old lady. She can take the kids."... tomei como um elogio, né?! Eu agora poderia usar o carro... Eles CONFIAVAM em mim... comecei ali pela rua, levava até a escola, para o mall, ia ao mercado... uns 2 meses depois, eu podia viajar no carro deles. Eu morava em NJ e podia atravessar o pais, se eu quisesse. Mas fiquei por ali mesmo: PA (Pensilvânia- 4h de carro), sul de NJ (2h de carro para Princeton), MA (Massachussets- 6h de carro), NY (não NYC- 2h de carro para o outro lado)... Eles tinham confiança em mim... E como boa moeda de troca, eu fazia por merecer a confiança deles. NUNCA dirigi bêbada, coloquei as kids no carro sem cinto/cadeirinha, deixei outra pessoa dirigir o carro, menti meu destino, arruinei o carro ou sumi na vida. Eles sempre sabiam onde eu ia (mesmo se eu fosse encontrar o boy magya, eu contava). Motivo simples: carro deles, responsabilidade minha. Confiança aqui era uma moeda valiosa. A minha "liberdade" dependia disso e eu não pisava na bola. 

Veja só... tudo começa na confiança... primeiro: em Deus. (Bom, se você não acredita em Deus faz favor e pula esse pequeno parágrafo). Aqui a explicação é muito simples. Deus é Amor e é Energia Positiva. Ele jamais colocaria algo contrário a isso em teu caminho. Muitas vezes, quando as coisas não dão certo, culpamos a Deus... quando tudo que Ele fez foi nos livrar de algo que não daria certo mais na frente. Aceite que algumas coisas não serão como você quer, mas como Ele desejar. Confie e continue seguindo. A confiança é uma excelente moeda de troca com Deus. 100% de aproveitamento se você confiar de coração aberto. Tudo dará certo, no tempo de Deus.



Depois: confiança em você para tomar as suas decisões e conduzir os seus projetos. E aqui vou ser curta: você confia em você? Sabe que se precisar, o bicho pegar ou o barraco cair poderá contar com você e somente com você? Sim... veja bem... em alguns momentos, a vida exigirá muito de você. E será você e você. Decisões e escolhas que só você poderá fazer. Como você faz? Corre de você? A minha regra nesse caso é bem simples: sigo meu coração. Eu posso até estar morrendo de medo, com as mãos geladas e o com o coração palpitando. Mas eu não fico ali parada não. Jamais. Eu decido e faço. Isso não quer dizer que não raciocine. Claro que não! Eu paro, penso e analiso. E eu escuto meu coração e se o que quero fazer é parte de mim e da minha essência (se não vou magoar ninguém, ofender meus valores), eu faço. Eu vou. Eu resolvo. Eu prefiro lidar com o feito do que com o não feito. Me arrepender por ter sido 100% eu (determinada, carinhosa, sincera e objetiva) do que por ter sido paralisada pelo medo. Foi assim quando decidi ser au pair ou quando decidi não ser servidora pública como meu pai (mas isso é assunto para uma próxima vez) e fazer intercâmbio antes mesmo de fazer faculdade. Eu pesei tudo: ficar um ano fora (fiquei dois), não entrar no mercado de trabalho e na faculdade na hora certa (hoje estou melhor do que se tivesse entrado tão nova), ficar longe da família (laços de sangue não diminuem/apagam com a distância), e dos amigos (os verdadeiros sempre permanecem). Confiei em mim e sete anos depois estou aqui dizendo que não me arrependo. :)

E, se você não morar em uma bolha, terá que confiar em você e NAS OUTRAS PESSOAS também. Essa é a parte mais difícil para mim... confiar nos outros... gente, hoje o mundo está tão virado que muitas vezes penso que algumas pessoas não têm coração. Serião! Elas seguem ao teu lado enquanto for conveniente para elas. Mas se o "sapato apertar", poucas te falarão "olha, não posso mais continuar ao teu lado por isso e isso". O ponto é esse: confiar no próximo muitas vezes nos traz decepções. Você espera ser tratado com a mesma sinceridade e com o mesmo carinho com que os trata e isso nem sempre acontece. Mas se você tiver sido verdadeiro com você, fica tudo mais fácil de resolver. E eu geralmente confio em meu coração... E, amigxs, uma vez que o empréstimo de confiança é feito no "meu banco", comigo, eu espero retorno. Espero poder confiar também. Acreditar de volta. Assim, se o empréstimo de confiança "não for pago", se a pessoa não demonstrar que posso confiar nela, esquece. Eu recolho minhas moedas, fecho meu banquinho e não empresto mais minha confiança. É tipo única chance.... Rsrsrsrs... não curto devedores. 

E vocês? Qual o valor da confiança, essa moeda de troca, para vocês? 
Um beijo e ótima semana,
Tarciana
PS: não deixem de visitar a página do blog no FB! :)

4 comentários:

Tatiane disse...

Muito boom o texto, Tarciana! Parabéns! Adorei a forma com você trabalhou a questão da confiança, muito interessante! :D

Joice Vicentim disse...

Adorei ler esse texto Tarci, especialmente nesse momento em que preciso fazer uma grande decisão que envolve essa moedinha especial e frágil que é a confiança.
Nunca pare de compartilhar suas experiências e pensamentos por ai, você é uma pessoa especial e o mundo precisa mais de gente assim!

Renata Martins disse...

Que post mais inspirador!
Concordo muito com a parte ter confiança em nós mesmo, estou tomando tantas decisões e realmente e isso só cabe a mim!
é dificil, mas quando confiamos em nós mesmos, não tem como dar errado.

Anônimo disse...

Nossa, eu adorei :) Pretendo ser au pair e acho que você expressou bem o que significa tomar essa decisão! obrigada!