6/29/2014

O bacon, a pasta de amendoim e as emoções!

Oi, pessoal!! Como prometi: voltei! :) 

E voltei com um assunto que sempre respondo por e-mail... "é normal me sentir deslocado, reprimido, excluído, triste, confuso, muito feliz, livre e com dor de barriga durante o programa?" Cara, não apenas antes ou durante o programa. É normal se sentir assim em qualquer fase da vida. É normal ter sentimentos diferentes e cheios de contrastes quando nos deparamos com situações estranhas. 

Um vez, eu estava em um café perto de casa, em New Jersey. Eu estava sozinha, esperando dois amigos.... Era um começo de noite como qualquer outro e eu estava feliz de estar vivendo essa nova aventura que era ser au pair. Pedi meu café, sentei em uma mesa perto da janela só para ver a neve no chão e os meninos chegaram. Eles eram de NJ e começaram a me contar como sentiam falta de NJ quando estavam na Califórnia. Eles sentiam falta dos amigos, da comida da mãe e de irem aos lugares em que estavam acostumados a encontrar tudo. Eles estudavam lá na CA e voltavam para casa nas férias. Nossa... nesse minuto eu parei de tomar meu café e fiquei pensando em como sentia falta de casa. Minha alegria sumiu em 3 segundos.... Fiquei mega pensativa.... Fiquei nostálgica por coisas bobas. Me despedi dos amigos um tempo depois, sai do café e comprei uma casquinha de chocolate no Mc Donalds. Elas têm o mesmo sabor no mundo todo. E eu sentia o sabor de casa... minha mãe ama as casquinhas do Mc. 


Bandida da madrugada!
Então, é importante sentir tudo que você está sentindo e lidar com o sentimento até que ele vá embora... Eu liguei para a minha mãe de um orelhão e conversei com ela. Ela me falou para ir aproveitar meu ano, que passaria voando e que logo eu estaria em casa. E foi o que fiz. Mas eu lidei com os meus sentimentos. Eu entendi e racionalizei o porquê de estar triste. Depois disso, foi mais fácil lidar com ESSE sentimento de saudade de casa. Assim, todos os seus sentimentos são importantes. Pergunte-se "por que estou me sentindo assim?", escreva a resposta em um papel e pense "it is ok to feel this way. It will go away shortly!" E tenha calma... paciência... vai passar. Respire. E ocupe-se. 

Sabe aquela velha frase "cabeça vazia é a oficina do capet@?!" Pois é... quando sentir algo que não está acostumada a sentir, até mesmo muita felicidade, ocupe a mente com algo que lhe tranquilize. Escute música, veja um filme e tenha mais controle... quando estamos nos extremos: muito tristes ou muito felizes, fica complicado lidar com o resto do que acontece conosco. Podemos parecer "metidos", "complicados" etc... aos olhos dos outros e tal. ;) Só uma dica.

E no mais, se você não lidar com o que sente, você pode passar, muito provavelmente, pelo que passei... descontei a minha ansiedade na comida... engordei alguns vários kilos quando morei na Califórnia... eu comia peanut butter com a colher... direto do vidro... pois andava muito ansiosa, pois o segundo ano iria acabar e eu ainda não tinha um plano para o ano 3. Um dia, eu fui dar banho nos 3 pequenos e coloquei muita água na banheira, coloquei sabão, ajudei os meninos a entrarem e sentei na porta do banheiro com o vidro de peanut butter e uma colher. Detalhe, o banheiro era na subida da escada para o escritório e meu host podia me ver... e já que o banheiro tinha espelho em toda a parede da pia, a hostess podia me ver pelo outro ângulo, lá da cozinha. E lá eu fiquei mesmo assim, no chão. Uns 30min comendo... quase chorando... e as kids me pediam um pouco e eu falava "but guys, dinner time is in a min. You cannot have this now". E eu comendo.... Já que voltar para o Brasil não era opção naquela época, eu ficava ansiosa por não saber o quê fazer. Assim, peanut butter não era só o que eu comia. Entrei na onda do café super pesado: bacon, ovo, salsicha... 



conclusão: virei uma bolinha. E com a diferença de fuso entre Brasilia e a Califórnia, eu não podia conversar com a minha mãe com muita facilidade, sabe!? Mas aprendi, cresci e vi que lidar com os sentimentos é a melhor forma de manter a sanidade física e mental.

"it is ok to feel this way", repete, vai!! E vai passar!! Não durará para sempre. Seja forte. 





Enquete: e você quando está nervosa, o que faz para lidar com os sentimentos?

Beijos para @Débora Stein e @Elma! Obrigada pelos comentários meninas. Boa sorte na vida de comissária, Débora. Ouvi dizer que são "altas aventuras"! Se joga!! 

Tarci

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6/19/2014

O dia que esse blog mudou....

Oi, pessoal! Voltei diferente e com todo o gás! Mas por que mudar? O que mudar? E o que já mudou? Não foi uma decisão fácil, mas foi assim, óh:

                                       (podem ler ouvindo essa música MARA!) 

Um dia, eu acordei e pensei "preciso fazer melhor... preciso melhorar o blog pros meus leitores". E decidi mudar a cara do blog! Isso foi há dois meses... Assim, fui redesenhando o blog... Fui lendo livros sobre escrita, sobre outros blogs e sobre crescimento pessoal... Fui aprendendo com outros bons escritores e fui direcionado meus posts... aos poucos! Hoje eu finalmente cheguei onde queria: tenho respostas às perguntas que fiz logo ali e, sendo assim, posso declarar a mudança!

Sabem, quando eu fui au pair, a "coisa" que mais me animava era a mudança... era justamente "a novidade" e o frio na barriga. Mas o tempo verbal usado aqui foi exatamente o pretérito. Eu FUI au pair. E ainda assim, eu gosto de escrever para meninas que serão, já são ou já foram au pairs também. Mas não apenas para elas. Eu gosto de escrever de uma maneira geral e dar dicas dos lugares que visitei, mostrando as experiências que tive. E isso estava tornando-se um problema. Como eu iria escrever para todas essas pessoas? E o que eu precisava mudar?

Assim, eu decidi que o que irá mudar será a essência de cada post. Vocês poderão ler o post em qualquer fase do programa. Não falarei apenas da rotina da au pair, mas das experiências de vida. E ilustrarei com eventos que vivi. Eu sabia que precisava mudar algo por aqui... e agora que sei o que é, continuo respondendo o que mais mudará....

1- A participação de vocês! Farei de tudo para aumentá-la. Deixem temas para os posts nos comentários ou experiências que tenham passado durante o programa... Eu as usarei como exemplo para ilustrar meus posts... gente real, experiências reais. 

2- Eu passarei por aqui, no mínimo, uma vez por semana. Mas conto com a ajuda de vocês para me cobrar lembrar isso. Rsrsrs... Acho que com uma base regular para escrever, mais leitores passarão por aqui!

3- Os temas serão gerais, as ilustrações serão do mundo de au pair e haverá uma parte do blog para responder quaisquer questões que vocês deixarem nos comentários do post anterior.  

Eu gosto tanto de mudança, que no final do meu primeiro ano, eu resolvi trocar de host family. E olha que eu amava os hosts de NJ. Mas eu queria ver o outro lado dos EUA e fui para a CA. Mas chegar lá não foi fácil... envolveu o mesmo planejamento que fiz para mudar a cara do blog. Eu escrevi em um papel tudo que procurava na nova family: qualidades pessoais dos membros da família, número de kids, localização, condições de trabalho etc. Dai, fiz a minha parte. Entrei em sites de busca, como o GAP, e mandava e-mails para umas cinco families por dia, que eram como "eu queria", e perguntava se poderiam entrar para a agência. Algumas até já faziam parte da CC. Falei com várias famílias, além das que a agência me disponibilizou e "TCHAM-RAM", achei uma family como queria. Contei com a ajuda de uma amiga mais experiente, a Dani, para me dar dicas e para me ajudar com um bom cadastro no site. Mas o ponto aqui é que eu trabalhei pela mudança.



E eu vejo meninas dizendo que estão online há dias e nada de families. Pode não ser o seu caso, mas como está o seu perfil? Você preencheu tudo COM CAPRICHO? Você corrigiu o que escreveu? Você já está em contt com LCC´s dos locais que gostaria de ir e com outras au pairs para saber de families que estejam procurando au pairs? Vamos lá... a ordem é se mexer. E você é esperta... procure grupos no FB dos locais em que gostaria de viver e faça as perguntas certas. Mas se você fez tudo isso e "nada", então: CALMA... A hora ainda não chegou. Sim, você tem que acreditar que mudar é bom, mas que nem sempre acontecerá do dia para a noite. 

Eu lembro também quando mudei de NJ para a CA. Isso sim foi do dia para a noite, mas me levou um dia inteirinho e cinco aeroportos para atravessar o país. A minha sorte era que meu cérebro já estava no modo "mudança" e eu esperava MUITOS obstáculos. Assim, eu tomava menos sustos ao longo do caminho... Hahaha... Mas cheguei lá mesmo na dureza... Hahaha A última mudança mais radical foi voltar ao Brasil depois de sofrer o acidente. Essa foi uma mudança inesperada e eu tive que fazer o melhor com o quê havia acontecido comigo!

Mas quando a pessoa decide mudar algo: seja o estilo de vida, seja a aparência física ou um traço psicológico, ela precisa dar um chute inicial e continuar tentando! Buscando! Correndo atrás! Você chegará lá, sim! Tenha fé E trabalhe para isso! Seja um corte de cabelo... seja perder alguns pounds... seja entrar para um college nos EUA... se você resolver fazer isso, não tenha medo e mergulhe fundo. Procure quais devem ser os primeiros passos e siga em frente. Ah, outra dica: não olhe para trás. A gente só visita o passado por dois motivos: aprender com ele ou aprimorar o futuro utilizando-o como exemplo. Visitar o passado para ficar de mimimi depois da mudança não vale. "AAAhhhh cortei o cabelo e ficou um lixo"! Que você jamais diga isso. Assuma o novo cabelo sem medo e vá ser feliz. "Aaaahh virei au pair e tenho que lavar minha roupa e limpar bumbum de kid!". Faz favor! Você queria a mudança, ela aconteceu, há prazo de validade (1 ou 2 anos), agora vai aproveitar, poxa! 

E vocês? Gostam de mudanças? Qual a próxima em suas vidas? Um escritor que escreve conhecendo os seus leitores, toca muitas vidas... Participem do processo de mudança... 

Beijo, auperustikos!
Até a próxima! E viva a mudança.

Tarciana 

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