10/14/2012

A #1 Balada a Gente Nunca Esquece!

Ahhhhh... a glamurosa vida de au pair!!    Você trabalha das horas-que-seus-hosts-pedem  até a-hora-em-que-te-liberam e nem um minuto a mais!  Terminando o dia coberta em melecas, massinha, areia, comida e, se você tiver sorte, lágrimas. [sim, porque lágrimas são as mais fáceis de limpar da roupa... embora sejam as mais difíceis de lidar, logo após o "sangue", claro! hahaha] Daí, você toma aquele banho e, se é sexta-feira (ou if you feel like it), troca de roupa e toma o rumo da rua. De preferência, o rumo de uma rua sem crianças! Você quer paz e você quer tranquilidade. Em seus meros 18 anos, nunca trabalhou TANTO na vida. Pega a carteira de motorista do estado em que você mora nos EUA, sobe no salto, passa aquela make up e FONNNNNNNNNNNN.... fica barrada na porta do bar/club porque esqueceu que a maioridade nos EUA é com 21. Sim, linda! Não tem choro, nem carteirada e nem "piscadinha" para te tirar dessa (unless, meios ilegais... mas eu não arriscaria o programa por isso...). Eu só participei de "uma night dessas" depois que fiz 21 anos! So read on para ver como foi a minha primeira NIGHT OUT! 

Bem, eu cheguei na casa dos hosts com 20 anos... faltavam menos de 30 dias para o meu aniversário de 21 e tudo que eu ouvia era: "assim que você fizer 21, vamos te levar para tomar uns drinks". Sendo a minha host poucos anos mais velha do que eu, ela tornou-se minha hostsister (apelido que eu ainda uso!) e realmente cumpriu com o que prometeu, uns dois meses depois do meu aniversário.. hahaha... então, em uma noite de junho (meu niver tinha sido em abril), a gente colocou um jeans + camiseta e atravessou a rua para o único bar da minha "vila". 

Roupas: em NJ, na vila que eu morava e em muito lugares mais tranquilinhos, jeans + camiseta + flip-flops são o visual na medida. Muitas pessoas saem do trabalho direto para o barzinho e usam "qualquer coisa"... super tranquilo. Em San Francisco também era assim. Nunca tive que fazer uma SUPER PRODUÇÃO que nem no Brasil... trocava os flip-flops por um saltinho e estava pronta... Já em NYC, a galera sai para a night mais arrumadinha. Ou seja: varia de lugar para lugar. Sugestão: observe quem vai com você ou pergunte aos hosts. Evite roupas muito curtas (who cares que eles se vistam assim? Você estará saindo da sua casa, seus hosts irão te ver...) e "sugestivas" (não estou sendo machista aqui, hein!? Só pedindo para vocês usarem o bom senso...). 

Chegamos ao bar e eu nem precisei mostrar a carteira de NJ (quando você não tem a carteira ainda, tem que mostrar o passaporte), pois a minha host conhecia todo mundo lá. Afinal, era do outro lado do rua. Tinham muitos jovens por lá (leia: pessoas de 23/25 anos), pois eram férias de verão e havia um college subindo a rua... Havia uma sala menor com um bar no centro dela, quase uma ilha. Com luzes reduzidas e discos enfeitando as paredes. Um parede pequena, com janelinhas de vidro, que dava para outra sala maior onde havia uma banda tocando (que não lembro o nome), mesas de sinuca, banquinhos e uma área lá fora, como um pátio. A minha host e a amiga dela sentaram no bar. Me perguntaram se eu queria beber uma cerveja também e eu respondi que não. Eu não gosto de cerveja. Fui logo me distraindo com a música (eu amo dançar) e fiquei em pé ao lado do palco observando a galera: a roupa, os cabelos, maquiagem, jeito de dançar, sapatos... e foi ai que eu vi: um celular no chão. Eu corri e peguei antes que ele fosse pisoteado. Fiquei por ali, com ele na mão, procurando o dono. Sabia que logo alguém iria aparecer. Alguns minutos depois, o vocalista-que-era-lindo perguntou se alguém havia achado o celular e eu levantei a mão. Ele veio ao meu encontro (morri 20X) e se apresentou. Eu disse meu nome, idade, nacionalidade e telefone. #Só que não! BRINKS! hahaha.. Disse meu nome e mais rápido que um raio, alguém ficou entre nós dois: a namorada dele, claro! Depois que ela deu um beijo demorado nele do estilo: entenda-que-ele-é-meu, ela se apresentou e foi até simpática. Não lembro o nome deles. Ela me pegou pela mão e me levou pro pátio e me apresentou para os amigos deles. O pátio era redondo, de madeira e tinha bancos de bambu. Era a céu aberto e podíamos ver as estrelas e as árvores no fundo do terreno. Ali estava uma galera super animada no estilo americano de ser: maluquinhos. hahaha... achei outros mais interessantes que o vocalista, mas eu estava mais preocupada com entender o que diziam, do que fazer qualquer outra coisa, como paquerar, por exemplo. Mas, sem esforço nenhum, eles se aproximavam para falar comigo... todos eles... as meninas me faziam perguntas sobre moda e se eu estava gostando de NJ. Os meninos perguntavam sobre o Brasil e me ofereciam cerveja [QUE EU NÃO BEBO]... Acabei indo ao bar buscar coquetel sem álcool (que eles não sabiam que não tinha álcool), só para poder parar de dizer "não" na cara dos meninos! Estava ficando "chata", né?

A banda voltou a tocar, a gente dançou, a minha host foi embora com a amiga e nem me avisou, deixou só uma mensagem com a galera do bar: "Tell her the door will be open and that she knows where her home is". Ri alto. Ok. Hora de me virar... voltar a pé e sozinha... já eram umas 2am e o bar estava ficando vazio. Os meninos começaram a se organizar e decidir quem ia deixar quem em casa. Quem bebeu não ia dirigir mesmo. Um dos meninos, para vocês terem noção, não bebeu nada e fez 4 viagens pelas ruas ali de perto para deixar os amigos. E nisso foi chegando a minha vez de dizer onde moro, de falar se precisava ou não de carona. Esse menino que fez 4 viagens, já estava ao meu lado conversando, quando precisou fazer mais uma viagem e me falou para esperar por ele, que ele me "andaria até em casa" (ou seja, me atravessaria a rua... hahaha). Eu falei OK, ele pediu meu e-mail e saiu. Gente boa. Bonitinho. A gente conversou muito durante a noite. E 2min depois vejo ele voltando, ou o que eu achei que seria ele. Era idêntico. Um carinha muito parecido com ele também veio perguntar se podia me levar em casa. Eu sou péssima fisionomista. Às vezes nem lembro da minha própria cara. Como eu ia saber se era o mesmo menino? Observei e vi que a voz era diferente, mas eram muito parecidos. Esse outro, perguntou o que eu estava fazendo ali, esperando... e eu expliquei. O nome desse era C. o do outro M. e eles eram irmãos, foi o que o C. me contou com tristeza no olhar. Nunca vou esquecer o olhar que ele me deu, quando disse o nome do menino que eu estava esperando. Imediatamente, ele parou com "a conversa de paquerinha" e juntou a galera toda que ainda estava por ali, pelo estacionamento. Eram umas 15 pessoas e TODOS foram me "caminhar até em casa". No caminho (nos 3min de caminhada), o C. ficava perguntando: "-so you've met my brother! Fun!" Falando em brother, o irmão dele nunca voltou. Ainda bem que os outros me fizeram companhia. [Ahhh, todos os ocorridos dessa noite, eu só entenderia nos 3 meses seguintes....Mas deixo isso para o próximo post.] 

Chegamos na frente da minha casa e fomos nos despedindo. As meninas prometendo marcar um cinema com todo mundo e os meninos prometendo "qualquer coisa estamos aqui". Trocamos e-mails e eu entrei. Não vi mais nenhum deles depois disso. Aliás, vi sim! Vi dois deles. Mas isso é assunto para o próximo post. 

Da minha primeira "night out" tirei três importantes lições: esteja bebendo qualquer coisa, para que as pessoas possam "chegar e conversar com você", sem que você precise ficar repetindo (e sendo chata) que odeia cerveja. Se não tiver celular, troque e-mails (é até mais seguro). Vista-se de maneira confortável, pois era assim que todos pareciam estar. 

Night Out na City

Bom, a night out nos perdidos de NJ foi boa, but I couldn't wait to see NYC's night life!! Aconteceu poucas semanas depois daquela. Eu conhecia muitas meninas em Princeton e eu ia para lá nos findis e dias off. Princeton é uma cidade "jovem" e cheia de vida: com bares, festas de rua e restaurantes animados. A minha amiga que morava lá, escolheu um lugar para irmos. Saímos de NJ por volta das 19h, de trem. Até NYC seriam mais uns 50min, fácil. Descemos na estação e pegamos um taxi para o lugar. O táxi nos deixou na rua, mas não na porta. Andamos até lá e, quando entramos, foi tipo WOW... O lugar era muito grande e diferente do que eu já tinha visto por aqui. Não sei se era a animação, a minha pouca idade ou só o fato de estar em uma balada em NYC, que me deixou meio boba. Hahaha. Na entrada havia uma chapelaria, depois, à esquerda, banheiros. Mais a frente, havia uma sala em estilo rústico, com coisas de madeira e couro, que tocava hip-hop e depois disso, uma "espécie de túnel", que piscava luzes prateadas. Depois dele, você estaria em uma sala gigantesca de tocava música eletrônica. Havia um bar à direita, enorme também. Hoje, acho que acharia tudo mais "normal". Dançamos muito, muito "tuchi-tuchi". Encontramos uma amiga au pair de blog (sabem as meninas que visitam nosso blog, deixam recadinhos e viram amigas?). Na verdade, ela nos achou. Nunca tínhamos encontrado com ela, a Naninha (Ariana, de SP). Tiramos fotos e conversamos (tem um tempão que não falo com ela). Dançamos mais!! Por volta de 1am, as luzes apagaram e o palco se iluminou. Vários dançarinos apareceram fazendo "coisas diferentes" e, do nada, iam perdendo peças de roupa! Hum... interessante. E foi ficando mais!! hahaha... assistimos o show, dançamos mais, conhecemos uns carinhas (que, putz, também não vou lembrar nomes) e saímos de lá exaustas. Pegamos um táxi, depois um trem, depois o carro e voltamos para a casa dessa minha amiga. Foi inesquecível. Hoje, *acho* que não me animaria para nada igual... rs! E nós voltamos lá. Mas isso também é assunto para outro post.


Acho que o nome de lá era CROBAR. Olhem a cara do "boy magia" para mim! hahaha

Essa balada em NYC me mostrou duas coisas: sempre tenha money extra com você (sei lá, né?) e um plano B (se tivéssemos demorado muito na fila ou não tivéssemos entrado, para onde iríamos?). Me apaixonei por NYC quando estive lá para primeira vez, mas não foram as baladas que me deixaram apaixonada. Pelo contrário. Baladas são legais, mas em NYC é o conjunto que faz a diferença: baladas, exposições, plays, games, concerts, pessoas e ahhh o cheiro de cachorro-quente das streets... :) Mas isso também é assunto para outro post.

Um beijo para todos e todas! Boa sorte!! O post ficou muito grande e, da próxima vez, coloco os nome aqui novamente, ok? 

5 comentários:

Wellem Chagas disse...

Ai amigaaaaa nem preciso dizer que AMO o seu blog... seus posts... mas o melhor foi "Olhem a cara do "boy magia" para mim! kkkkk morri de rirr.. te adoro MILLLLLLLL

Kamyla Amorim disse...

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...quero logo uma balada em NYC :)

Just Dream Valéria disse...

O "boy magia" foi o melhor!

Bruh G. disse...

Concordo.. o boy magia chorei de rir! uahsuhauhsuhauh mt engraçadooo!!!.....rssss

Júlia disse...

To doida pra saber o resto HEHEHE, que você disse que eram coisas para um outro post... FAZ OUTRO POST CONTANDO O QUE VOCÊ NÃO CONTOU NESSE!!! rsrs to curiosa (confesso) hehehe, lindão o blog, ta me ajudando muito. Beijos