10/22/2012

Ficando Doente...

Eu juuuuro que ia postar a continuação do último post-com todos os babados- mas fiquei doentinha. Sim, minha coluna não tá feliz com o esforço que fiz no sábado. #TodasChora! Assim, vou ficar no tema e dizer como foi quando fiquei doente nos EUA. Como tudo, teve seu lado positivo e seu lado negativo.

# A primeira vez: peguei uma gripe/virose ridícula e vomitei os bofes a noite toda. Na manhã seguinte, a hosta do 1 ano, mandou eu voltar para cama e mandou as kids para a casa da vó. Não descontou nada do meu pagamento (ufa!), ainda fez comida, me entregou e VAZOU rápido e certo, pois ela tinha medo de que fosse contagioso... Rs... Chá, cama, sopa e banho quente me trouxeram de volta à vida.. hahaha. Assim, não tive gastos nem com remédios e nem com médicos.

#2 vez: machuquei um músculo nas costas durante o inverno (dor! dor!). Sou dessas que tenta de tudo antes de precisar passar 2h na fila da emergência. Bom, eu já tinha tentado tudo, quando sai 23h de casa, em NJ, e fui ao hospital. Sozinha! Como me atenderam? Muito bem. Perguntei na recepção se eles aceitavam o seguro da CC e eles falaram que sim. Assinei uns papéis, mostrei a carteirinha e entrei. Consultei o médico com uma enfermeira presente e fiz uns exames. Deu tudo certo. Só era o músculo mesmo. Me deram remédios e me mandaram para casa. 1 mês depois chegou uma continha lá em casa e eu não fazia ideia do que fazer. Então resolvi pelo mais simples e sensato. Escrevi em um pedaço de papel "I have no idea how to get in touch with my insurance company. Could you please take care of this bill for me?" algo por ai. Assinei e mandei junto com a cópia do contrato do seguro, da carteirinha e do meu endereço lá. Foi lindo. O hospital resolveu com o seguro. Não tive problemas. E a minha host comprou o relaxante muscular que foi baratinho. Dai eu perguntei se ele queria que eu fosse falar com o seguro  para o reembolso e ela disse que não. Que seria muita dor de cabeça. Ficou por isso.

2 ano! Califórnia. New family.

#3 vez: cheguei lá doente. Desembarquei com dor de cabeça e de ouvido... sinusite e alergias ao novo clima californiano. 1 dia na casa. Expliquei para a host nova que eram só "fall alergies" e ela me dá um comprimido (lindo e que carrego até hoje). Chega o hosto em casa e me "mata de vergonha". Era o último comprimido DELE e ele também estava doente e precisando. Conclusão: a pessoa aqui, doente, pede para a au pair que ainda estava lá, levá-la à farmácia umas 21h. Comprei 3 caixas. Entreguei. Não lembro de ter ouvido "thank you", mas pedi desculpas. Afinal, eu errei muitão. 

#4 vez: a pessoa aqui sofreu um mega ultra power acidente de carro e fraturou a coluna. [Não vou entrar em detalhes, pois já escrevi sobre isso várias vezes.. É só olhar aqui...] Se não fosse o seguro COMPLETÍSSIMO, eu estaria muito enrolada até hoje. Só o "passeio" na ambulância foi um absurdo. Enfim, assinei os papéis de entrada no hospital, dormi lá e fui embora no outro dia. Um dia internada = muitas contas. Só raio-X (CAT scam) da coluna e da cabeça foram uns 4 e cada um na faixa de uns 600 dólares. Bom, recebia as contas em casa e enviava para o seguro, como havia feito antes. Funcionou. Os gastos com remédios os hosts cobriram, mas paguei logo em seguida. Para os remédios não busquei o seguro não. Eu estava muito cansada e precisando de paz. Nesse período complicado, eu trabalhei porque sou teimosa. Mas podia, disse meu ortopedista aqui do Brasil, ter me "acabado" ainda mais. Eu precisava de repouso absoluto, mas não o tirei. Acordava e ia fazer as coisas como se nada tivesse acontecendo. Tudo para não ver "o circo pegar fogo". Trabalhava lentamente, mas todas as horas e recebi por elas. Conclusão: 3 meses de colete, 6 de fisioterapia e uma inesperada volta ao Brasil. [Planejava ficar o 3 ano por lá].



O meu ponto em ficar doente é que na gripe: eles podem ou não te afastar das kids. Depende se há mais alguém para ajudar em casa. Dor de garganta: pode dar gelado para as kids, elas ficam em casa (sofá+algo leve). Se for você: tome remédio, tome gelado e leve o dia. Nunca vi ninguém parar por dor de garganta. Rsrsrs. Febre/vômito: seja forte e toque o dia. Se acontecer com as kids, certamente ficarão em casa. Rsrsrs. Em fraturas, você precisará de repouso, sim. Então, provavelmente pode ser substituída. O que você pode fazer é um acordo com a fam. Conversar... Será que eles podem arrumar alguém para ficar no teu lugar durante a recuperação e descontar do teu salário? Algo por ai... Doenças contagiosas: longe das kids, please! E seja "big girl". Lave lençóis, faça a sua comida com higiene e cuide da limpeza do local onde você está (quarto e banheiro). Ahhhh.. nos EUA, piolho é quase doença contagiosa. Fica-se em casa. Ninguém vai para escola. Existem vários tratamentos. Primeiro, amarre o seu cabelo (isso, linda!), depois, fale com a hosta. Você pode dar remédios para os kiddos, lavar a cabeça deles com shampoo para isso e trocar a roupa de cama dos quartos. Ou seguir as instruções que a host te der. Qualquer uma das opções acima é motivo para a kid ficar em casa. E você, au pair linda, faça de tudo para não ficar doente. Nós somos de aço. Não podemos nos dar ao luxo de ficar de cama. Sendo você ou as kids, seja ESPERTA. Deixe tudo que vai precisar sempre perto. Exemplo: kid pequena tá vomitando? Baldinho, pano, desinfetante e pedaços de maçã (ajuda a tirar o gosto da boca da kid). E fica de olho na alimentação dela. Para um sucesso maior: converse tudo isso assim que chegar lá com a host. Veja logo onde fica o hospital mais próximo, quais remédios podem ser dados e as quantidades, tipos sanguíneos e telefones de emergência. Deixe tudo anotado na porta da geladeira e tenha o que precisa em mãos. 

Gente, é isso. Desculpem a falta de inspiração para escrever a continuação hoje. De verdade. Mas estou "ruim" desde quinta. Ahhh maior novidade: temos uma página interativa no Face Book desde hoje de manhã. UhúúúúLL !! Se jogem! Espero vocês lá para os games e pesquisas. 

10/14/2012

A #1 Balada a Gente Nunca Esquece!

Ahhhhh... a glamurosa vida de au pair!!    Você trabalha das horas-que-seus-hosts-pedem  até a-hora-em-que-te-liberam e nem um minuto a mais!  Terminando o dia coberta em melecas, massinha, areia, comida e, se você tiver sorte, lágrimas. [sim, porque lágrimas são as mais fáceis de limpar da roupa... embora sejam as mais difíceis de lidar, logo após o "sangue", claro! hahaha] Daí, você toma aquele banho e, se é sexta-feira (ou if you feel like it), troca de roupa e toma o rumo da rua. De preferência, o rumo de uma rua sem crianças! Você quer paz e você quer tranquilidade. Em seus meros 18 anos, nunca trabalhou TANTO na vida. Pega a carteira de motorista do estado em que você mora nos EUA, sobe no salto, passa aquela make up e FONNNNNNNNNNNN.... fica barrada na porta do bar/club porque esqueceu que a maioridade nos EUA é com 21. Sim, linda! Não tem choro, nem carteirada e nem "piscadinha" para te tirar dessa (unless, meios ilegais... mas eu não arriscaria o programa por isso...). Eu só participei de "uma night dessas" depois que fiz 21 anos! So read on para ver como foi a minha primeira NIGHT OUT! 

Bem, eu cheguei na casa dos hosts com 20 anos... faltavam menos de 30 dias para o meu aniversário de 21 e tudo que eu ouvia era: "assim que você fizer 21, vamos te levar para tomar uns drinks". Sendo a minha host poucos anos mais velha do que eu, ela tornou-se minha hostsister (apelido que eu ainda uso!) e realmente cumpriu com o que prometeu, uns dois meses depois do meu aniversário.. hahaha... então, em uma noite de junho (meu niver tinha sido em abril), a gente colocou um jeans + camiseta e atravessou a rua para o único bar da minha "vila". 

Roupas: em NJ, na vila que eu morava e em muito lugares mais tranquilinhos, jeans + camiseta + flip-flops são o visual na medida. Muitas pessoas saem do trabalho direto para o barzinho e usam "qualquer coisa"... super tranquilo. Em San Francisco também era assim. Nunca tive que fazer uma SUPER PRODUÇÃO que nem no Brasil... trocava os flip-flops por um saltinho e estava pronta... Já em NYC, a galera sai para a night mais arrumadinha. Ou seja: varia de lugar para lugar. Sugestão: observe quem vai com você ou pergunte aos hosts. Evite roupas muito curtas (who cares que eles se vistam assim? Você estará saindo da sua casa, seus hosts irão te ver...) e "sugestivas" (não estou sendo machista aqui, hein!? Só pedindo para vocês usarem o bom senso...). 

Chegamos ao bar e eu nem precisei mostrar a carteira de NJ (quando você não tem a carteira ainda, tem que mostrar o passaporte), pois a minha host conhecia todo mundo lá. Afinal, era do outro lado do rua. Tinham muitos jovens por lá (leia: pessoas de 23/25 anos), pois eram férias de verão e havia um college subindo a rua... Havia uma sala menor com um bar no centro dela, quase uma ilha. Com luzes reduzidas e discos enfeitando as paredes. Um parede pequena, com janelinhas de vidro, que dava para outra sala maior onde havia uma banda tocando (que não lembro o nome), mesas de sinuca, banquinhos e uma área lá fora, como um pátio. A minha host e a amiga dela sentaram no bar. Me perguntaram se eu queria beber uma cerveja também e eu respondi que não. Eu não gosto de cerveja. Fui logo me distraindo com a música (eu amo dançar) e fiquei em pé ao lado do palco observando a galera: a roupa, os cabelos, maquiagem, jeito de dançar, sapatos... e foi ai que eu vi: um celular no chão. Eu corri e peguei antes que ele fosse pisoteado. Fiquei por ali, com ele na mão, procurando o dono. Sabia que logo alguém iria aparecer. Alguns minutos depois, o vocalista-que-era-lindo perguntou se alguém havia achado o celular e eu levantei a mão. Ele veio ao meu encontro (morri 20X) e se apresentou. Eu disse meu nome, idade, nacionalidade e telefone. #Só que não! BRINKS! hahaha.. Disse meu nome e mais rápido que um raio, alguém ficou entre nós dois: a namorada dele, claro! Depois que ela deu um beijo demorado nele do estilo: entenda-que-ele-é-meu, ela se apresentou e foi até simpática. Não lembro o nome deles. Ela me pegou pela mão e me levou pro pátio e me apresentou para os amigos deles. O pátio era redondo, de madeira e tinha bancos de bambu. Era a céu aberto e podíamos ver as estrelas e as árvores no fundo do terreno. Ali estava uma galera super animada no estilo americano de ser: maluquinhos. hahaha... achei outros mais interessantes que o vocalista, mas eu estava mais preocupada com entender o que diziam, do que fazer qualquer outra coisa, como paquerar, por exemplo. Mas, sem esforço nenhum, eles se aproximavam para falar comigo... todos eles... as meninas me faziam perguntas sobre moda e se eu estava gostando de NJ. Os meninos perguntavam sobre o Brasil e me ofereciam cerveja [QUE EU NÃO BEBO]... Acabei indo ao bar buscar coquetel sem álcool (que eles não sabiam que não tinha álcool), só para poder parar de dizer "não" na cara dos meninos! Estava ficando "chata", né?

A banda voltou a tocar, a gente dançou, a minha host foi embora com a amiga e nem me avisou, deixou só uma mensagem com a galera do bar: "Tell her the door will be open and that she knows where her home is". Ri alto. Ok. Hora de me virar... voltar a pé e sozinha... já eram umas 2am e o bar estava ficando vazio. Os meninos começaram a se organizar e decidir quem ia deixar quem em casa. Quem bebeu não ia dirigir mesmo. Um dos meninos, para vocês terem noção, não bebeu nada e fez 4 viagens pelas ruas ali de perto para deixar os amigos. E nisso foi chegando a minha vez de dizer onde moro, de falar se precisava ou não de carona. Esse menino que fez 4 viagens, já estava ao meu lado conversando, quando precisou fazer mais uma viagem e me falou para esperar por ele, que ele me "andaria até em casa" (ou seja, me atravessaria a rua... hahaha). Eu falei OK, ele pediu meu e-mail e saiu. Gente boa. Bonitinho. A gente conversou muito durante a noite. E 2min depois vejo ele voltando, ou o que eu achei que seria ele. Era idêntico. Um carinha muito parecido com ele também veio perguntar se podia me levar em casa. Eu sou péssima fisionomista. Às vezes nem lembro da minha própria cara. Como eu ia saber se era o mesmo menino? Observei e vi que a voz era diferente, mas eram muito parecidos. Esse outro, perguntou o que eu estava fazendo ali, esperando... e eu expliquei. O nome desse era C. o do outro M. e eles eram irmãos, foi o que o C. me contou com tristeza no olhar. Nunca vou esquecer o olhar que ele me deu, quando disse o nome do menino que eu estava esperando. Imediatamente, ele parou com "a conversa de paquerinha" e juntou a galera toda que ainda estava por ali, pelo estacionamento. Eram umas 15 pessoas e TODOS foram me "caminhar até em casa". No caminho (nos 3min de caminhada), o C. ficava perguntando: "-so you've met my brother! Fun!" Falando em brother, o irmão dele nunca voltou. Ainda bem que os outros me fizeram companhia. [Ahhh, todos os ocorridos dessa noite, eu só entenderia nos 3 meses seguintes....Mas deixo isso para o próximo post.] 

Chegamos na frente da minha casa e fomos nos despedindo. As meninas prometendo marcar um cinema com todo mundo e os meninos prometendo "qualquer coisa estamos aqui". Trocamos e-mails e eu entrei. Não vi mais nenhum deles depois disso. Aliás, vi sim! Vi dois deles. Mas isso é assunto para o próximo post. 

Da minha primeira "night out" tirei três importantes lições: esteja bebendo qualquer coisa, para que as pessoas possam "chegar e conversar com você", sem que você precise ficar repetindo (e sendo chata) que odeia cerveja. Se não tiver celular, troque e-mails (é até mais seguro). Vista-se de maneira confortável, pois era assim que todos pareciam estar. 

Night Out na City

Bom, a night out nos perdidos de NJ foi boa, but I couldn't wait to see NYC's night life!! Aconteceu poucas semanas depois daquela. Eu conhecia muitas meninas em Princeton e eu ia para lá nos findis e dias off. Princeton é uma cidade "jovem" e cheia de vida: com bares, festas de rua e restaurantes animados. A minha amiga que morava lá, escolheu um lugar para irmos. Saímos de NJ por volta das 19h, de trem. Até NYC seriam mais uns 50min, fácil. Descemos na estação e pegamos um taxi para o lugar. O táxi nos deixou na rua, mas não na porta. Andamos até lá e, quando entramos, foi tipo WOW... O lugar era muito grande e diferente do que eu já tinha visto por aqui. Não sei se era a animação, a minha pouca idade ou só o fato de estar em uma balada em NYC, que me deixou meio boba. Hahaha. Na entrada havia uma chapelaria, depois, à esquerda, banheiros. Mais a frente, havia uma sala em estilo rústico, com coisas de madeira e couro, que tocava hip-hop e depois disso, uma "espécie de túnel", que piscava luzes prateadas. Depois dele, você estaria em uma sala gigantesca de tocava música eletrônica. Havia um bar à direita, enorme também. Hoje, acho que acharia tudo mais "normal". Dançamos muito, muito "tuchi-tuchi". Encontramos uma amiga au pair de blog (sabem as meninas que visitam nosso blog, deixam recadinhos e viram amigas?). Na verdade, ela nos achou. Nunca tínhamos encontrado com ela, a Naninha (Ariana, de SP). Tiramos fotos e conversamos (tem um tempão que não falo com ela). Dançamos mais!! Por volta de 1am, as luzes apagaram e o palco se iluminou. Vários dançarinos apareceram fazendo "coisas diferentes" e, do nada, iam perdendo peças de roupa! Hum... interessante. E foi ficando mais!! hahaha... assistimos o show, dançamos mais, conhecemos uns carinhas (que, putz, também não vou lembrar nomes) e saímos de lá exaustas. Pegamos um táxi, depois um trem, depois o carro e voltamos para a casa dessa minha amiga. Foi inesquecível. Hoje, *acho* que não me animaria para nada igual... rs! E nós voltamos lá. Mas isso também é assunto para outro post.


Acho que o nome de lá era CROBAR. Olhem a cara do "boy magia" para mim! hahaha

Essa balada em NYC me mostrou duas coisas: sempre tenha money extra com você (sei lá, né?) e um plano B (se tivéssemos demorado muito na fila ou não tivéssemos entrado, para onde iríamos?). Me apaixonei por NYC quando estive lá para primeira vez, mas não foram as baladas que me deixaram apaixonada. Pelo contrário. Baladas são legais, mas em NYC é o conjunto que faz a diferença: baladas, exposições, plays, games, concerts, pessoas e ahhh o cheiro de cachorro-quente das streets... :) Mas isso também é assunto para outro post.

Um beijo para todos e todas! Boa sorte!! O post ficou muito grande e, da próxima vez, coloco os nome aqui novamente, ok? 

10/03/2012

Skype: terror e pânico!

Então é isso que você pensa do Skype?? Acertooooouuuu... Skype É só terror e pânico!! Tô brincando, auperada!! Hahahaha... Queria ver a cara de cada uma de vocês agora! 

Vamos começar do começo, né? Como você marca um Skype com a família: simples! Pergunta: Hey, can we Skype one of these days? Ou seja mais específica: Can we skype tonight? (hoje à noite). Sim, gatas lhyndas, the word Skype can be used as a verb, too. You can say "Let's Skype"! Tendo dito isso, e tendo ela (a host family) respondido "sim", marque o dia: ON Monday, ON Tuesday etc. Sim, ON é a preposição antes do dia da semana. E por fim, marque a hora AT 7pm, por exemplo. Eles não usam "19h" como a gente. Ou melhor, até usam, mas chamam military time e nem todo mundo entende. Assim: use os números mesmo e coloque am (até 11:59) e dps disso é pm (até 23:59). Considere também, conversar com eles pelo Gtalk (trava bem menos) ou pelo FB (mas esse é tenso, pois os hosts terão acesso às suas fotos e tal, né? #reflita!). Tudo marcado? Hora de esperar!

Futura au pair que é esperta, vai escolher uma roupa discreta e arrumadinha para o primeiro Skype, correto? Vai limpar o ambiente em que o computador está (nada de mostrar a zona que é teu quarto logo no primeiro Skype, né? Oi?) ou as latas de cerveja na mesa de centro da sala. E vai ainda pedir as pessoas que moram com você para te darem um pouco de privacidade. Ou seja: chute-as de lá... hahaha... Mas Tarci, moro com a minha vó e ela não tem outro lugar para ir. Ok! Então baixe o volume da TV pelo menos! Elimine o máximo de ruídos que puder. Feche até as janelas, se você morar em uma rua muito barulhenta. 

Esteja lhynda esperando a ligação no horário marcado. Lembre-se: au pair é também um trabalho e essa será uma "entrevista de emprego", sim?! Então você espera um pouquinho a family aparecer e dá um tempinho para vê se eles ligam para você. Espera uns 5min, se eles não ligarem, você liga. Tem family que não sabe usar o Skype mesmo e fica esperando a au pair fazer a ligação.

Durante a conversa: anote TUDO que você quer perguntar em uma folha de papel. Perguntou, risque a pergunta. Faça anotações. Mas não enlouqueça!! Nada de fazer 32 mil perguntas ao mesmo tempo, né? Oi? Conte algo, escute algo e no meio, MISTURADO, faça as perguntas. Seja objetiva e direta. Eles vão gostar disso. Ex.:
-How is the city you live in? Is it a big city? 
-Will I have a car for my personal use? How far can I go? (na CA, eu podia dirigir até 2h para cada direção. Não mais que isso. Em NJ meu carro era liberado. Por sinal, viajei com ele baldes... viagens de até 5h driving.]
-How about weekends? Will I have to work? And during the week, how would my schedule be like?
-Are there colleges near your house?
-Can you send me pictures of the au pair room, please?
[e todas as outras perguntas que você considerar importantes!!]
Perguntas simples e diretas te darão uma noção do "tema" da conversa, do contexto, e você terá mais noção do que eles estão falando. 
-Seja espontânea: mostre fotos, seu gato, fale de você, do Brasil e, PRINCIPALMENTE, da sua experiência com kids. 
-Seja honesta: não entendeu? Diga: can you repeat, please?! Ainda não entendeu? Pede para ela: can you show me a picture of it? Entra no Google e mostra em português mesmo. 
Outra dica: deixar um dicionário online aberto em uma janela já no pc. Deu branco? Olha lá. SE VIRA! Você não é quadrada!
-Seja amável: apresente a sua familia ao final do Skype e pergunte mais sobre a deles.

A hora do terror e do pânico: a hora de falar com as kids! Hahahaha... Sim, é muito "complicado" entendê-las. Especialmente os under 3, mas você consegue. Lembre-se de que é uma kid. Pergunte coisas básicas, soltas e diretas:
-How old are you? Can you show me with your fingers? 
-What's your favorite toy? Can I see it? Go get it! 
-What's you favorite movie? Do you like this one? [e mostra algum que você tenha ai...] 
O importante é continuar interagindo com eles. 
-Do you know how to count? Can you count to 10? Can you show me?
-Look: my nails are red. Do you like to have your nails done? [E mostra esmaltes...]
Sim, tenha coisas próximas ao computador no dia do Skype e seja criativa. Tudo que eu perguntei ai em cima é YES and NO na resposta... tirando os números... e a kid pode ficar tímida. Então, vai sempre falando: I loved you hair, nice smile.. e quando eles fizerem algo que você pediu, diga: how nice! Cool! Thanks for showing! E se ainda assim ficar dificil entender, pede para a mãe traduzir: The calling was breaking. What did she/he say?! [sim, culpa a ligação, né? hahahaha... brinks... pode dizer que não entendeu também.]
E se as kids são mais velhas? Fácil... pergunte de músicas que estão tocando lá. 
-Do you like OppanGangMan Style? Do you know how to dance it?
-Do you play sports? Do you like soccer? Do you know any players from Brazil?
-Do you know where Brazil is? [e mostra no mapa!]
-Did you watch this movie? [tenha o DVD do teu lado ou o nome em inglês separado]
E termine com: I think we can be good friends. What do you say? We can play soccer together, etc.

Finalizando: chame a mãe novamente. Diga do que gostou e tire as últimas dúvidas ou simplesmente diga "have a good night" e desligue! Ou marque outro Skype com eles. É com você! Depois que terminar, volte aqui e nos conte como foi! hahaha... 


Let's make silly faces! 


Silly faces, please!! 
Na minha época não tinha Skype e só falei com a minha fam 1x por tel. Sim, fui louca mas dei sorte. Por isso, hoje "mostro" os caminhos mais seguros para quem ainda está embarcando. Espero que este post tenha ajudado. Antes de ir:

-Welcome: Anas! As duas Anas da comunidade CC que me add aqui assim que eu disse que já tinha ido e voltado! Toda sorte e paciência do mundo nessa longa caminhada.

-Beijo super especial para as meninas que ficam me dando a maior força para continuar escrevendo: Daniela Souza e Pâmela
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHH... esse blog éé realmente INCRÍVEELL!!! Que gostoso você trazer um pouquinho de cada costa pra nós!! Obrigada pela sua dedicação em compartilhar isso tuudo, você NÃO PODE parar de escrever, JAMAIS ;D beeeeeeeijos [Daniela Souza] 

-Beijo ainda para as meninas que passam a semana falando comigo ou que só me deixam um Oizinho inbox mesmo. Poxa, obrigada por sempre lembrarem de mim: Wellem, Michelle (e Michael), Deise, Carol 1 e Carol 2, Martha, Lais F., Thomas, Lucas, Andressa, Carina, Kamyla, Renata, Aline, Valéria, Victória M., Lenise e Jéssica e todas as outras meninas legais! 

-Beijo especial para mim: amanhã é a minha última aula da 1 graduação!! UhúúúLLL!! Vou me formar!! hahaha.. finalmente! Dai só falta terminar Letras Inglês, pois em Letras- Português do Brasil como Segunda Língua já estou habilitada.

 Amo amo amo escrever.