9/11/2012

Sinto Muito!


Há 11 anos, o mundo assistia a queda de duas torres que simbolizavam o domínio econômico e político de uma nação.  Há 11 anos, em julho de 2001, eu havia voltado da minha primeira viagem aos EUA e estava encantada pela língua e pelas pessoas. Apaixonada por cada um dos lugares que visitei e planejando voltar em breve. Há 6 anos, em 11 de setembro de 2006, nessa mesma data, eu sentei à mesa com toda a minha host family e ouvi os relatos pavorosos daquele dia que marcou a história mundial bem mais do que imaginamos. Há 6 anos, a Grandma K. me contava que ela deveria estar trabalhando em uma das torres naquele dia, mas que por obra do destino havia se atrasado e perdido a balsa de NJ para NYC e que não havia chegado à Torre. Ela contou que recebeu ligações no cel a manhã toda, pessoas preocupadas perguntando onde ela estava. E quando ela contava por telefone o que tinha acontecido ninguém conseguia acreditar. Ela ainda se emociona, pois perdeu amigos naquele dia. Ela não é a única que deixa cair uma lágrima aqui e outra ali quando lembra da data. Várias famílias sofreram perdas e muitos ainda visitam o local levando flores e velas. O mais triste disso tudo? Não importa quem deu ordem aos atentados. Não importa quem começou a derramar o sangue. O que importa é que desde então vivemos nessa guerra silenciosa em que há desconfiança, medo e preconceito sempre que alguém é suspeito. O que importa é que ainda há sangue sendo derramado e famílias sendo separadas. E quando moramos em uma cultura diferente da nossa, a entendemos e passamos a nos sentir parte dela, tudo que descrevi acima dói em nós também. Dói em mim. O que importa é que, mesmo sem saber quem ordenou os ataques, naquele dia, milhares de bombeiros, policiais e médicos entraram para as estatísticas da guerra-silenciosa.  É o mais alto grau de humanidade: dar a sua vida pela de inocentes. Mas não eram eles também inocentes? Eles foram heróis que correram para socorrer vítimas que se multiplicavam na mesma velocidade com que a poeira dos prédios enchia as ruas de Manhattan. Aos hérois corajosos que partiram naquele dia e aos que continuam patrulhando as ruas da Grande Maçã, meu singelo muito obrigada. Vocês nunca serão esquecidos, pois nenhum gesto de humanidade é em vão. 



A estação do metrô que te deixa lá!

Em construção- quando visitei em 2011
Conseguía-se ver os prédios daqui

A vista sem os prédios!
Eu queria escrever muito mais... contar muito mais do que sinto, mas as palavras fogem. Se escondem, pois é mais do que ser apaixonado por um povo, uma língua e uma cultura, é amar os gestos de humanidade que se seguiram aos ataques. Há 11 anos, eu estava sentada na sala de aula tendo aulas de matemática quando fomos avisados do que estava acontecendo e fomos à cantina assistir às cenas. Eu vi o segundo avião se chocando contra a segunda Torre ao vivo. Eu coloquei a mão na minha boca e abafei meu grito. Tantas pessoas pulando dos prédios, chorando cobertas de poeira nas ruas, tanta cinzas nos céus.

Hoje, 11 anos mais tarde, as cinzas assumiram a cor transparente e se misturam às nuvens, mas continuam lá, pois o gesto de humanidade e todas aquelas vidas inocentes não podem ser esquecidas jamais. Aos que quiserem, deixem a sua pequena oração/mensagem aqui nos comentários para que todas as vezes que forem lidas, subam aos céus e ajudem a apagar de vez essa parte cinza da mancha transparente que teima em permanecer nos céus de vários-de-nós. 

3 comentários:

Just Dream Valéria disse...

Que Deus ilumine as famílias que estão vivas.Pois quem se foi está muito melhor que nós!

Renata disse...

Tarciana, esse é o segundo post que lei de seu blog, e fico pasmada com a facilidade que tem de escrever belamente com palavras simples... esse post me emocionou e e como o post sobre "olha para o nosso proprio umbigo", me faz para e refletir sobre muitas coisas, principalmente aquelas que ainda que ainda estão por vir... parabens pelo blog, muito lindo e muito util. Bjs, Renata

Luna Lullaby disse...

Maldito Bin Laden e seguidores retardados. Q morram todos! ... Minhas preces ficam com as famílias das vítmas.