8/27/2012

Primeiro Dia na Casa da Host Family

Penúltimo dia de treinamento. Lá pelas 7pm. Pay phone. Au Pair training school- NY.

(chaaaaaaama, chaaaaaama, chamaaaaaa... atende na terceira tentativa! Ufa!!)
- Hello, K.! It's Tarci. Your au pair from Brazil. I am calling to remember you to pick me up tomorrow at the place you said you would be.
- Hi, Tarci!! Tomorrow? Are you sure? (Yeaaaah!!) Aren't you coming on Monday??
- No. I am at the training school already and tomorrow is when I should go to your house.
-Ok. I will pick you up! See you then. Bye!
- Bye.

(Frioooooo na barriga! Ela quase me esqueceu! Ainda bem que a cara-de-pau aqui ligou mesmo só para garantir o feijão! rsrsrsrs Ufa!!!)

Fui para o quarto. A minha roommate já havia feito as malas e partido há algumas horas, pois ia para um lugar mais longe. A gente tirou umas fotos da bagunça e ela foi embora, mas não lembro o nome dela ou a nacionalidade. Apaguei a luz e fui dormir tensa. Acordei mais cedo que o normal e fui tomar banho. O banheiro ainda estava vazio e eu esperei uns 5min entre lavar o cabelo ou ir com ele amarrado. Optei por lavar e chegar lá sem nenhum traço de óleo. Afinal, a primeira impressão é a que fica. Troquei de roupa e coloquei a blusa do Brasil. Voltei para o quarto, arrumei a minha cama (a de baixo no beliche), recolhi as minhas coisas na escrivaninha, no armário (não havia desfeito a mala, mas guardei o casaco lá) e olhei embaixo da cama. Só então fui tomar café. Não lembro o que comi. Não lembro nem se comi. Rsrsrs.. Devo ter comido, pois sei que fico tonta se não comer nada quando acordo. Voltei para o quarto, peguei a minha mala (Uma só. Grande. Não muito lotada), a mochila e a mala de mão e fui para o hall com todas as meninas. 

As vans iam chegando e o pessoal chamava o nome das meninas e confirmavam com elas a região para onde estavam indo. Uma a uma, elas iam colocando as malas na van designada (um moço apontava para que carro deveriam ir), se despedindo das colegas e seguindo viagem. Tinha gente chorando, gente tirando foto e tinha eu. Como diziam as minhas amigas da época: Tarci is always all over the place. Traduzindo: doidona. Aqui, lá e acolá. Abraçava as que estavam chorando, tirava fotos e me despedia de todas com sorriso no rosto. A minha van foi a última a partir com a galera de NJ, West NY and PA. Éramos umas 12 (acho!) e éramos deixadas em pontos escolhidos pelas familias: perto de malls, supermercados, schools e tal. Fiquei no carro umas 3h e nada da minha parada chegar. Estava ficando tonta. Só havia eu e mais duas no carro, quando o motorista chamou meu nome.
-Tarciana? 
-Yes?
-This is it for you! (mas não havia ninguém lá me esperando ainda... #desespero!)
-You are going to wait with me, right?!
-Sure. 

Espera! Espera! Como será que eles são? Espera! Espera! Qual será o carro? Espera! Espera! Meu Deus, 5min e nada ainda!! Espera! Espera! Acho que estou aqui desde ontem! Espera, espera e OPA! Uma mini-van verde, cheia de meninos e com uma mulher super fofa de óculos entrou no estacionamento do mall. Ela se aproximou da van, com flores nas mãos. 
-Hi, Tarci! (Ela sabe que eu sou eu, não outra menina! Ufa!) I am sorry we are late (a gente deve ter esperando uns 20min) but Louie had a road call. (Não sei o que é isso, mas tenho um ano para descobrir!, pensei.) The baby is in the car. This is kid number 2: Mia and this is number 1: Ethan. Come one, guys, say HI to Tarci. 
-Hi! Eu disse. A mais nova me abraçou, recebi as flores, mais abraços, me despedi das meninas que seguiram viagem com a van e fomos embora!

Entrei no carro. O baby e a pequena estavam no banco da frente, na cadeirinha, e eu e o E. fomos lá para o último banco (a mini-van tem dois bancos atrás + o maleiro). Eles me perguntaram como tinha sido a viagem, se eu tinha gostado da escola e agradeceram por eu ter ligado antes, pois eles achavam que eu chegaria na segunda... Rsrsrsrs.. Eu não entendia algumas coisas muito bem, então eu sorria e dizia SURE... rsrsrsrs! E a gente foi se entendendo e conversando durante o caminho. Até que eles ligaram o rádio e lá do banco de trás eu não podia ouvir quase nada. (FERROU!) Arrumei algo para fazer rapidamente: conversar com o E., que estava ao meu lado jogando DS. Hahahaha... Ele me respondia coisas simples do tipo: yes, Tarci, I like Disney. Or Yes, Tarci, I like Harry Potter. Ele me mostrou o jogo do DS e perguntou se eu gostava. Au pair que é au pair gosta!! hahaha.. Nessa hora a mãe dele estava nos observando pelo espelho e segurando a mão do host. Eles sorriram. Eu só entendi mais tarde.

Paramos para almoçar um pizza e o baby acordou. Preciso dizer que me encantei por ele na mesma hora? Que abracei, beijei, cheirei e já "tomei para mim"?? rsrsrsrs... Um amigo deles veio almoçar conosco e, nessa hora, eles me contaram que estávamos há 2h de casa. E eu pensei: "Maravilha! Mais uma era no carro!".. hahaha... Almoçamos pizza (para o meu primeiro choque cultural não havia ketchup!) e fomos embora. Os pequenos tiraram um nap no carro, o E. voltou para o game e eu fui olhando a paisagem. Eu estava no meio do nada e me aproximando do Lugar Nenhum. O estado de New Jersey tem duas coisas: corn fields e nada! hahaha... eu olhava e pensava: caracas! Onde é que eu estou indo, meu irmão? Entrávamos em uma road, saiamos em outra, até que viramos de repente em um estacionamento, na beira da road, e eu vi a minha casa pela primeira vez.



The purple house. Eu olhei e não acreditei: uma casa roxa, bem parecida com um castelinho, na beira da road, me esperava. Ajudei a tirar as malas do carro, peguei uma das kids pequena no colo e entrei em casa. WOW! Que que é isso, brother?! Um monte de coisa em uma pilha no canto, uma cozinha toda perfumada e a K. na minha frente, abrindo caminho. Ela botou o baby no sofá, pegou a pequena do meu colo e abriu a porta do meu quarto. 
-I hope you like it, Tarci. It's all yours. [mais tarde eu entenderia o sentido dessas palavras também].
Olhei o quarto rapidamente, mas pude notar: os lençóis eram novos, havia um armário no canto, um outro armário com um espelho e 12 gavetas (!!), um abajur da Hello Kitty e mais flores. 
-Yes, I do! It's beautiful. 
Ajudei a colocar as minhas coisas lá e subi para conhecer o resto da casa. 

Bom, na frente do meu quarto havia um banheiro (que eu dividia ocasionalmente com as kids) e ao lado uma cozinha. Do outro lado eram a sala de visita, a de jantar e o quarto de hóspedes. Ao lado do quarto de hóspedes havia uma escada e foi por lá que subi. Dei de cara com outro banheiro, mais 3 quartos, uma salinha com as máquinas de lavar e secar, outra sala de jantar e outra cozinha. A K. me explicou que deveriam ser dois apartamentos, mas que a vovó, dona do imóvel, havia juntado tudo. Havia ainda um 3 andar inacabado, que não podíamos ir. [Mas isso é assunto para outro post]. A gente lanchou e os vizinhos apareceram para me conhecer. Eu tinha levado uns colares e uns chaveirinhos do Brasil para eles. 2min depois que saíram, chegou o irmão dela e a família dele. Gostei de todo mundo, de cara! Era todo mundo vizinho e as kids dele, 3 também, estariam sempre por lá. Quando eles foram embora, a Katie disse que eu podia ir para o meu quarto, me organizar. Nessa hora, que fiquei sozinha, a ficha caiu e eu comecei a chorar. Chorar baldes. Entendi que estava longe (fazia nem ideia no mapa de onde estaria), que era tudo novo, mas que as pessoas eram legais. Amém! Alguns minutos depois, a pequena abriu a porta e me chamou para jantar e ver um filme. 

Eles jantam cedo. Comemos, ligamos a tv e deitamos pelos cantos da sala. Quando o filme terminou, eu entrei na net  e deixei um alô para a minha mãe. Depois disso, eu fui para o quarto, terminar de organizar as coisas. Os meninos já tinham ido dormir quando a K. entrou lá para me contar que tudo que estava no quarto era realmente meu. Eram presentes: os lençóis, o abajur, o cobertor, o porta-retratos e as canetas e bloquinhos de papel. Agradeci e disse que tinha adorado a casa deles. Então, ela disse que estava feliz por eu estar lá. Ela disse que o E. tinha me adorado e que isso era "raro". Me explicou que ele era uma "criança especial", me deu alguns livros sobre o que ele tem e pediu para eu ler. Eu fiquei um pouco sem reação, pois não havia nada disso no applic., mas eu estava feliz lá e resolvi seguir em frente. Ela me disse como tratá-lo e do que ele gostava. Eu não deveria ter problemas com ele, pois ele já gostava de mim!!  Sorri e disse que leria tudo!! Ela me deu boa noite e saiu. Não preciso dizer que deitei e levei horas para conseguir dormir, né? Estava numa animação só! rsrsrs... Queria logo que amanhecesse, pois iria conhecer o resto da família, que é enorme! Bom, mas isso é assunto para outro post! 

Beijos! E podem me dizer que tipo de assunto gostariam de ver aqui, ok?! Da chegada à casa da família já falei, como prometi. O que mais vocês gostariam ouvir??

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Esse post deveria ter sido escrito tão detalhadamente há 6 anos, mas, como toda au pair depois que embarca, eu quase não tinha mais tempo para o meu blog! Bem, antes tarde do que nunca!! Rsrs... Porém, eu sempre tive diários e, embora me lembre de tudo em detalhes, tirei dele um relato que havia esquecido: a parte de ter visto um filme no dia em que cheguei!
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8/23/2012

AQUELE QUE NÃO TEM NADA A VER!

Sim, pessoal!! Esse é um post muito muito dificil para mim! É um post bem pessoal... quase ninguém o leu ainda e eu sempre preciso se muita coragem para postá-lo. Ele é a continuação do post anterior (NÃO É DA SUA CONTA) + uma resposta ao post do FB de uma das colegas que anda muito muito ansiosa com o processo. Ela está online, várias famílias passaram pelo perfil dela, mas nenhuma fez contato. Ela não pára de dar F5 no e-mail e tá pirando entre ouvir o que as pessoas dizem sobre "trocar a fralda dos filhos dos outros" e a ansiedade de não ter nada o que fazer, já que ela saiu do trabalho.   

Uma menina que nasceu em uma vila fria, muito distante daqui. Naquela vila fria, particularmente naquele inverno branco, a sua família fora acolhida por todo o povo do vilarejo em uma grande semana de celebrações e visitas à menininha. Seus olhos arredondados, hora verdes, hora castanhos, conquistavam cada morador como a magia do inverno, que envolve a alma daqueles que se aquecem com chocolate quente. A menina atraía visitas todos os dias e, como a sua mãe era muito popular no vilarejo, logo elas começaram a receber alguns presentes: folhas que só cresciam em vilas vizinhas, perfumes, livros e cartas. A vila sempre fora muito carinhosa com a mãe da menina, que fazia chás de todas as folhas, em todas as estações, para todas as doenças. Crianças, senhores e até animais encontravam abrigo e colorido na casa da menina. Colorido rosa, amarelo e azul. Colorido dos olhos da menina, colorido do sorriso da menina e das mãos da menina. Um desses animais, um cachorro com mais pêlos do que pulgas, foi ficando e acabou-se como parte da mobília. E a menina crescia ajudando a mãe em casa, colhendo as folhas no campo e tratando os necessitados. Ela sabia sentir no olhar o que eles tinham e o que poderia fazer para ajudá-los. Certa noite, alguns invernos depois, um senhor muito cansado bateu nas pesadas portas do chalé e esperou que atendessem a porta. A fumaça da lareira marcava o ar e invadia a noite com a intimidade de uma velha conhecida. O cheiro de comida no forno enchia cada espaço do estômago daquele senhor, que caiu de joelhos na neve logo quando a porta se abria. A menina chamou a mãe e as duas, em um esforço conjunto, carregaram o homem para dentro. A menina o sentou no velho sofá vermelho, atirou a mochila que ele carregava no chão e apanhou linhas coloridas que caiam dela, enfiando-as novamente na bolsa. Depois, tirou as botas do velho e as suas meias moídas, para então colocar-lhe os pés machucados em uma almofada perto do fogo. E o senhor, por menos de um segundo, olhou direto para os olhos da menina e soube, ali, que ela era exatamente como ele. A mãe da menina voltou com um prato de sopa quente e o cachorro da menina também resolveu ajudar, encontrando lugar na manchada almofada onde o velho descansava os pés, deitando-se e bem desempenhando seu papel de aquecedor de pés. Elas esperavam ele comer, enquanto organizavam as folhas para um chá. A mãe nunca o havia visto pela vila, mas acreditou nos sentimentos da menina e continuou a organizar seu armário de suprimentos. A menina fechou o último frasco que faltava, apanhou um dos livros que ganhara há anos e sentou-se perto do fogo, lendo-o com sua voz de colorido azul claro. Aos poucos o velho passou a alternar colheradas com olhares em direção ao livro e as cores que vinham de lá. Eram as mãos da menina passeando pelas páginas e pelas linhas do livro, mãos de colorido violeta. E ela sorria. Um sorriso bobo que só alguém que encontra um fiel papel perceberia, ela sorria cor de azul prateado e iluminava os quatro cantos da sala. A mãe até sabia que trecho do livro ela deveria estar lendo agora. Aquela parte, a parte que dava todos os coloridos a vida da menina. A parte que trançava os coloridos que toda vida deveria ter. E o velho adormeceu. Um sono tranquilo, quase verde. A menina colocou um cobertor por cima daquela falta de barriga e deitou-se ao lado do cachorro. Ela dormiria com seu amigo, antes de deixá-lo sozinho com um desconhecido. E a noite passou sorrateira, com o barulho de pequenos flocos de neve batendo contra a janela, como toda noite de inverno de qualquer lugar do mundo. A menina abriu os olhos e ele já não estava lá. O velho havia partido enquanto ela dormia. Ela ainda abriu a porta, mas ele não estava em nenhum lugar que a sua vista pudesse alcançar. Voltou-se para a sala e fechou a porta atrás de si. Olhos coloridos cinzentos no chão, no sofá, na almofada, no fogo, de volta à almofada e só depois o viu. Na poltrona, pertinho da mesa, um pacote com uma fita amarela. E naquele pacote com cheiro de surpresa, lia-se "Para a menina. Muito obrigado. Lembre-se: crescerá com você. Seu velho amigo". Ela chamou a mãe e juntas abriram o presente. Cabia perfeitamente, cada centímetro detalhadamente trabalhado com finas linhas bordadas, parecia que havia sido moldado em seu corpo. Ela girava e a saia marcava o ar com seu colorido especial e a cada sorriso, mais brilhavam as finas linhas coloridas. As mangas alcançavam seu pulso, e a saia era bordada e bem rodada até a altura dos joelhos, na cintura havia uma fita que terminava em um bonito laço nas costas e naquele dia, vestida como menina, ela saiu com o cachorro nos calcanhares para apanhar mais folhas. Atravessou a vila, buscou todas as folhas que precisava no campo e, quando estava bem próxima do chalé, sentiu que alguém estava por ali. Deu a volta e encontrou uma garota, que deveria ter a sua idade, sentada em uma pedra, atirando pequenos pedaços de madeira ao vento. Aproximou-se e sentiu o cinza invadir-lhe todo o estômago, as veias, o coração e respirou fundo. Esticou uma das folhas para a garota e a ouviu perder mais cores por horas, mas nada fazia o cinza ir embora. Fazia frio, ventava e nada mudava de colorido, as mesmas sombras de cinza marcavam o rosto da garota. A garota cinza cuspiu a folha, levantou-se e foi embora, deixando a menina sozinha. Mas o cachorro aproximou-se da menina e deu-lhe um cheiro na bochecha, que ficou colorida rosa. As cores voltavam enquanto ela caminhava de volta para o chalé. No outro dia, foi quase tudo igual. A garota cinza estava lá, sentada, dessa vez com uma outra garota tão cinza quanto ela, mas diferente. Outros traços, mais leves; outro rosto colorido de cinza com rajadas de marrom. Muito parecidas, mas nunca iguais. Apenas cinzas. A menina se aproximou novamente e ofereceu folha verde de cheiro doce, mas quando abriu a mão, o vento levantou e se moveu de leve e a folha foi parar no ar. A menina girou para segurá-la e sentiu o sol no seu rosto e o vento nos cabelos e um calor no coração e, sem perceber, sorriu seu sorriso rosa. Sorriu sozinha, com ela e com o tempo. O vestido iluminado e o rosto colorido de vida. Alcançou a folha e voltou a esticar a mão colorida de violeta. As garotas cinzas riram e correram de lá. A menina deitou-se na pedra e deixou cada gota de luz do sol tocar a sua pele, sorrindo grande, sorrindo sozinha. Não demorou muito para que as garotas cinzas voltassem, com outras garotas cinzas. Uma delas cinza bem escuro, que já havia ido ao chalé para receber cuidados para uma doença de coração. A outra, baixa, bem mais baixa que a menina, apontava as mãos fechadas coloridas de escuro em direção ao vestido que brilhava fraco. E elas riam cores apagadas, enquanto a menina voltava para o chalé, sentindo aquela sensação de cinza invadir-lhe o corpo. Entrou, atravessou a sala, abriu o armário de folhas e procurou por uma que apagasse as cores. Qualquer uma que a fizesse menos rosa, menos violeta, menos vida. Mastigou a mais amarga que encontrou. Mas sabia que as suas cores continuavam ali. Mastigou uma folha apagada, outra escura, uma azeda e a de cheiro esquisito. Mas as cores cinzas dessas folhas, apenas tocavam seu coração e iam embora refletidas rosas, violetas, verdes. Trocou o vestido, mas as cores, que estavam mais ao fundo, continuavam pulsando vivas. No terceiro dia, foi ao campo e não sorriu. Não fez nenhuma questão de sentir a luz do sol, mas ainda assim sentia o latejar de cada colorido dentro de si. Não podia fugir da sua pele, não podia esconder-se na sombra. Então, quando caminhava de volta, sentiu olhares que a viam pálida como o inverno e sucumbiu ao colorido flamejante de olhares preocupados, caindo de joelhos no chão. Foi como um cheiro de surpresa e com um pequeno sorriso, que ela viu aqueles olhos. Os mesmos olhos velhos e seguros de outrora, ergueram-na e sorriram de volta. O velho estava menos apagado. Ela o reconheceu, mesmo depois de todo esse tempo, reconheceu. E foi levada por ele ao chalé, com o cachorro aos encalços, e foi deitada no sofá. A menina sentia-se como se o emaranhado de cores cinzas estivesse apenas em sua cabeça, coloridos pensamentos monocromáticos despretensiosos para seu coração, unidos como.... E o velho tirou o casaco...  os fios finos e bordados da camisa se entrelaçavam e por um momento, a menina achou que o velho vestira seu vestido e sorriu... E o colorido invadiu a sala e o velho sorriu também, e as cores batiam na janela e se misturavam em coloridos violetas e azuis. Os dois se olhavam e se entendiam como só o silêncio saberia explicar. Então, a mãe chegou com um chá, trazendo o vestido. A menina tornou a vestí-lo e a olhar para o velho, imitando-o. Sorria pequeno, cores menores, num contido colorido de azul claro. Sorria rápido, cores vermelhas bagunçadas em um colorido de carmim. Sorria alto e sorria magro. E sorria de coração, em um animado colorido rosa que aquecia, o mesmo calor de estender a mão, que só vinha igual do sol e do colorido da vida. E por ela, sorria! E depois não sorria e entendia, mas escute e sinta cada uma das cores pulsando viva sob a sua pele, crescendo com você. Para sempre em você!

Juntando tudo que disse lá em cima (a cont do post anterior + a ansiedade das meninas), resolvi postar aqui um conto (que está no meu blog de contos e que foi escrito em maio/12). Vocês podem interpretar de vááárias maneiras (poderia ser a história de uma au pair, né?) e espero ter ajudado a passar o tempo de vocês. Gostaram???? Gostaria de ouvir opiniões/críticas... 

#Tensa! rsrsrsrs

8/20/2012

Aquele do NÃO É DA SUA CONTA!

Bem isso: não é da sua conta! Se eu vou, fui, serei ou gostaria de ser au pair... NÃO É PROBLEMA SEU! Então, esse post é dedicado às meninas que ouviram muitas bobeiras e outros julgamentos durante a fase de decisão (ou que continuam ouvindo) de ser ou não ser au pair. Ou para as meninas que quando dizem que vão fazer esse intercâmbio escutam: "Sério? Você vai ser babá? Cuidar dos filhos dos outros?"... O.o 

Bom, vamos aos fatos. Podemos responder de maneira bem grosseira, podemos explicar o programa (tem gente que realmente não conhece ou entende) ou podemos ser irônicas! Quando eu decidi ser au pair, ouvi da chefe daquele tempo: "Sério? Vai trocar fraldas e cuidar dos filhos dos outros?"... Hum... eu trabalhava em uma escola e o que eu fazia lá não era assim tão diferente. Eu respondi: "sim!", com um sorrisão no rosto e fui embora. O que eu entendi ali é que nem todos acreditam em certas oportunidades que a vida nos apresenta. O intercâmbio de au pair pode ser "apenas mais um trabalho" ou uma p*t* experiência de vida, depende de quem vai fazer. Depois desse dia, fiquei mais esperta e atenta para o fato de nem todos acreditarem assim no que eu estava prestes a fazer. Dai em diante, eu só sorria e dizia SIM... e foi dessa forma até o dia do embarque. Até que um dia, eu estava lhynda em NJ, cuidando dos kids em uma quinta à noite. Eles estavam dormindo e eu estava com o lap na sala... no msn com uma "amiga". Quando ela diz: "não acredito mesmo que você foi morar ai... não acredito que tá trocando fralda suja até agora!"... Ai, eu fiquei PASSADA e respondi:"melhor trocar fraldas durante a semana e passar o final de semana em NYC, do que ficar no Brasil, sentada ai o dia inteirinho na frente do PC, sem fazer NADA da vida e julgando os que decidiram tomar uma atitude. Viver um sonho. E no mais, quase toda semana estou em NYC. Onde você está mesmo?" Desliguei o msn e nunca mais falei com ela. Ahhhhh... Vai ser chata (e feia) lá longe, né? Dois dias depois, meu fotolog começou a receber comentários muito mal educados... me chamando de "gorda", "empregadinha" e tal. Eu acordava antes e apagava tudo para ninguém ver (especialmente a minha familia). Com o tempo, essa menina (ou quem quer que estivesse me agredindo...) me deixou de lado e arrumou algo para fazer da vida. E eu, bem, eu segui em NJ cuidando das kids e decidida a mandar todos que me tratassem como ela, para o lugar que ela merece ir: pra baixa da égua!

Então, vamos pensar juntas em respostas massa?? 

-Ah, você vai ser babá e trocar fralda cheia de caca?
-Sim... dos filhos do Brad Pitt e da Angelina Jolie. Não é incrível? hahahaha

-Então você vai ser empregadinha?
-Desculpa! Quê? Não entendi o que você falou... achei que tinha dito "empregadinha"... até parece que você seria assim tão mal educada, né?? hahaha...

-Então você vai largar a facu e o boy para cuidar dos filhos dos outros?
-Então você vai fazer facu e ficar com seu boi para cuidar da vida dos outros?

-Então você vai mesmo sair de casa para morar na casa dos outros?
-Então será que você pode ir "se lascar" e me deixar viver que a VIDA É MINHA??!! 



Mais alguma resposta??

No meu próximo post vou detalhar como foi a minha chegada na casa da 1 host family. Lembro como se fosse ontem. Beijo em todas e passarei essa semana pelo blog de vocês novamente!!

8/14/2012

Aquele das Dicas para a Personal Letter

Oi, meninas e meninos!! Como anda essa vida auperiana?? Rsrsrs.. Espero que bem!! A vida do lado de cá anda corrida, as always! Como vocês sabem, eu sou professora e as aulas que dou às sextas-feiras, por um projeto de extensão da UnB, voltaram essa semana. Ou seja = mais trabalho! Tem o blog deles que preciso atualizar, o planejamento que fazemos em grupo e blá blá blá... Mas vamos ao post de hoje?

AMIGASSSSSSSSS (os), depois de 19 contatos por e-mail, com meninas do país inteirinho e depois de me encantar pela garra e determinação de cada uma delas, resolvi fazer um post que iria ajudar a sanar a maioria das dúvidas na hora de escrever a carta para a host família. Criei esse post porque dos 19 e-mails que li, apenas 3 responderam da melhor forma, a forma mais completa, as perguntas que fiz. Nãooooooo, people!! Não vou colocar o nome de ninguém aqui! Vou só falar com vocês de como deveria ser uma carta, ok?! Vamos lá:

1) Divida em parágrafos! Os parágrafos não são seres imaginários criados para te meter medo e atormentar! hahaha.. Eles realmente fazem muita diferença em uma carta e devem ser organizados de maneira progressiva (não, querida! Não como o seu cabelo!! BRiNKS!!! hahaha)!! Anotem ai: o 1 parágrafo é o que fala somente de você. O segundo fala da sua familia. O terceiro da sua vida no Brasil e do seu cotidiano. O quarto da sua experiência e o quinto, e último, das suas expectativas com o ano de au pair!! Viu como ficou linda a nossa organização. A média é de 4 linhas por parágrafo. (Sim, lindas, isso se chama "estilística" e conta ponto.)

2) Escreveu? Agora corte! Simmmmm.. faz parte! Cortar o que sobrou. O que a host family NÃO PRECISA saber sobre você. Que você perdeu uma unha semana passada ou que tem dor de barriga sempre que come sardinha, não vão te ajudar! Corta, amiga (o). Sem medo! Nada que seja irrelevante deve estar na carta.

3) Não esconda nada! Se você não toma leite, conte! Se você só lava o cabelo com água e farinha, diga! Diga coisas que farão falta durante o seu ano. Coisas relevantes para você! Exemplo real: eu contei que não gostaria de passar mais de dois dias sem falar/ver minha familia aqui no Brasil. Resultado: quando cheguei lá, havia um laptop no meu quarto e ela me ajudou a comprar um cartão telefônico*. Outra: quer falar que tem uma tatoo ou piercing na carta? Ou que está querendo fazer uma quando chegar aos EUA, fale! Seja sincero! Imagina a family descobrindo depois e se decepcionando com você?! Conta logo, né?

*Nos EUA, você pode usar o cartão telefônico do tel de casa mesmo. Você liga no número que vem no cartão, digita um código que tem atrás e só depois disca o número do Brasil. Fácil demais! Custa, normalmente, U$ 5 Obamas e vende em postos de gasolina e supermercados. 

4) Seja Gentil!! Comece a sua carta com "Dear Host Family" e termine com "Tchau from Brasil" ou "Kind Regards" ou ainda "Best Wishes" e só então assine seu nome ou apelido (you can call me Tarci*...)! Use palavras amenas e educadas. Por exemplo: evite dizer EU ODEIO... diga simplesmente I DO NOT LIKE. 

*Meu apelido antes de ir era Tatá, mas tem um significado nada legal em inglês... hahaha.. atenção meninas com o mesmo apelido que eu: arrumem outro apelido!! Hahahaha...

5) Interaja! Converse com a family na carta. Por exemplo: no final de cada uma das coisas que você escrever sobre você, sua vida e sua família, pergunte como é a deles. Por exemplo: I love my pets. How about you? Do you have any pets? Essa aproximação por meio da carta de apresentação mostra que você tem interesse na vida deles e que quer fazer parte da família (eu sou dessas!)! E imagina você lendo uma carta de alguém que não disparou a escrever tudo em 30 linhas! Imagine-se lendo uma carta de alguém que realmente se preocupa com você, que quer te conhecer e entender. Bem mais legal!

6) A questão de 1 milhão de Obamas! Por que você quer ser au pair? Perguntei 19X e só ouvi 3 respostas plausíveis. [Acho que não preciso dizer quem escreveu o quê, né? O ponto, como disse antes, é dar dicas e ajudar a todas (os). E outra: a consultoria eu faço em off justamente por isso!] Olhem só: vocês não querem ser au pair para fazer cursos, viajar ou conhecer a cultura dos EUA. Claro que vocês querem isso também!! hahaha.. mas o motivo número 1 deve ser PORQUE VOCÊS GOSTAM DE CRIANÇAS, ok? Deve aparecer assim na carta de vocês! E só então outros motivos... por exemplo: I want to be an au pair because I really enjoy working with kids and it seems like a great chance to improve my English and to know a new culture. Viu?? Nem é tão complicado assim... Mas como os motivos mudam, deixo essa reposta basicona mesmo... é só para darem uma ideia a vocês. Na boa? Ninguém aqui, que precisasse de uma cozinheira, contrataria alguém que quer ir morar com você porque gosta e quer aprender a limpar a piscina. Você quer contratar alguém que vai fazer o serviço que você precisa que seja feito da melhor maneira possível, né?

7) Last but not least: REVISÃO!! Pelo-amor-di-Godi, galeeera, revisem a carta ao final, né? Leiam duas, três vezes EM VOZ ALTA e lembrem-se: se não soou bem aos ouvidos é porque, provavelmente, está errado. Depois, façam a caridade de encontrar uma amiga, com nível de inglês bom, para dar uma olhada também. Existem erros que deixamos passar batido mesmo depois de tantas leituras! 

É isso, meninas! Alguma dúvida? Comentem ai!! Gostaria de agradecer aos comentários do último post (valeu, meninas!) e de dar os parabéns à Mia... Minha lindinha completou ontem mais um ano de vida. Lembro dela com 3 anos... agora está uma mocinha!! #CRY!


agosto de 2006 = 4 anos. Essa foto ganhou o concurso da CC nesse ano! 


agosto/2012= 11anos
Happy B-Day, Mia!! 

8/07/2012

O Velho Jeitinho Brasileiro!!

Queridas, tudo bem com vocês? Espero que sim!! Primeiramente, me desculpem por não ter passado por aqui antes, mas a minha vida tem sido muito muito muito corrida ultimamente. Têm meninas que perguntam o que vão fazer quando voltarem para o Brasil depois do programa. Eu comecei faculdade de PBSL (Português do Brasil como Segunda Língua) e de Inglês na UnB, e trabalho como professora/tradutora de segunda à sábado. Sim, a minha vida no Brasil é em "ritmo de festa" ou de loucura!! hahaha... Mas esse não é o tema do meu post!

Meu post é sobre algo que li lá no FB, no grupo Au Pair, um dia desses (sexta, acho!) e que me deixou revoltada e depois triste. Eu não voltei para comentar lá porque muitas muitas meninas comentaram no meu post e eu não esperava que fosse dá esse "bafão" todo. Dai, a minha resposta por lá ficou enorme e dei @nomedamenina em quase todas as meninas, dando respostas e esclarecendo o que eu havia postado. Por isso, como acho justo responder a cada uma de vocês, respondi por aqui. Podem avisar as outras meninas! Não vejam meu post como bullying, briga ou confusão. Todos nós temos o direito à Liberdade de Expressão. Eu não tive a ideia de julgar ninguém quando postei aquele comentário, de maneira nenhuma. Eu vi no que li uma maneira que alertar aos viajantes, que ainda vão entrar nesse barco, de que é preciso ter educação. Eu sei que cada um sabe onde aperta o sapato, mas é bom que nos policiemos mais, especialmente agora que vamos cuidar de crianças, sim?! Pois é! Todos são livres, mas vamos usar essa liberdade com muita consciência! Este meu post é meramente explicativo e convida ao diálogo! Sim, dialogando e refletindo, a gente cresce, se entende e amadurece. Afinal, ser au pair é também saber conviver com as diferenças!



Primeiro, o jeitinho brasileiro não é algo que fere apenas a pessoa que pratica. O jeitinho brasileiro, certamente, é algo é fere, machuca ou rouba de um terceiro. Uma pessoa que, às vezes, não está nem ali na história ainda. Vamos ao exemplo: na sexta-feira à noite, eu fui ao cinema. Pier 21. Brasília. 22h. Imaginem a fila enorme que encontramos para os ingressos e depois para a pipoca. Quando chegou a minha vez de comprar o lanche, uma "bonitinha" (putz, a menina era bonita mesmo!), chamou o único carinha que estava na venda das pipocas na frente de todo mundo, passando à frente na fila (NA MINHA FRENTE) e disse: - "olha, tenho 2 reais em moedas, me dá de bala!" Putz! Meu sangue subiu. Olha, a minha vontade foi dizer: "E eu vou pagar com Visa. Ele não vai precisar contar as moedas." Mas, nãããão! Eu fiquei calada e dei um "OLHAR BICHA-SE-LIGA, VÉI!", mas ela nem "tchum". Pegou as balas, pagou e saiu andando toda no salto para ver o filme dela. E eu fiquei mais uns 3min ali... esperei o carinha contar as moedas, guardá-las e voltar a me atender. E NINGUÉM na fila disse nada. Meu ponto? Ela pensou que esse tal "jeitinho brasileiro" também poderia ser usado para comprar balas. Na verdade, pode ser usado para tudo! Tudo em que se possa tirar vantagem... Mas nem tudo com a classificação "jeitinho brasileiro" fere aos outros. Por exemplo: é do "jeitinho brasileiro" não dizer NÃO na cara dos outros. A gente diz: "depois a gente marca!", mas nunca ou dificilmente, diz NÃO na cara! Bom, muitas pessoas sabem que "depois a gente marca" é uma forma inofensiva de recusar um convite. A pessoa pode até esperar a ligação, mas não vai "sair prejudicada por isso"... [estou considerando condições favoráveis e estáveis de vento, meninas. Ou seja, isso não se aplica aos meninos-idiotas que nos deixaram esperando...rs Ou aos convites grosseiros, viu!]




Assim, tendo explicado o que é o tal "jeitinho brasileiro de vamos tirar vantagem", vou ao tópico da tal da carteira fake. Meninas, eu não estava falando disso e eu não conheço a garota que a fez. Se a conhecesse antes, não me importaria com o que ela resolveu fazer, pois se alguém descobrisse, só ela sairia prejudicada. Mas a contaria o seguinte: uma amiga, em 2006, fez a carteira e a LCC descobriu. A familia dela soube e pediu rematch (como confiar, né?). Ela não achou família e voltou para o Brasil. Ela cuidava de 1 kid, morava em NYC e trabalha 4 dias na semana. Eu diria a colega da carteira: pense duas vezes. Valeria arriscar tudo? Por isso falo para as meninas que gostam de sair, esperem! Venham com 21! Mas... não era disso que eu estava falando...

O que eu falava ali, naquele desabafo, eram das coisas que fazem mal aos outros, como furar uma fila. E que mancham, sim, o "nosso nome lá fora". Uma das meninas falou assim: "mas é injustiça julgar o país inteiro". Também acho injustiça, mas acontece! Quantas vezes vejo posts dizendo que "os americanos isso..." e "os americanos aquilo". Pois é! É a ideia que passamos quando estamos sendo observados. É assim com todo e qualquer povo, em várias culturas. Mas eu não julguei todo mundo. Eu disse que, infelizmente, estariam nos julgando assim. E estão. Ou você acha que a pessoa vai achar que é apenas uma que faz isso? Creio que não! Uma vez, no Great Au Pair, uma fam escreveu que NUNCA MAIS queria ter au pair brazuca, pois a que morou com ela por mais de um ano, vivia dando festas na piscina e bateu o carro da familia duas vezes. Ela generalizou todas nós... e era uma fam bacana de se trabalhar, pela descrição do GAP. 

A pior parte de tudo: somos educadoras e modelos também. Cuidamos de kids. [coloquem esses verbos no passado quando pensarem em mim... se bem que sou professora.. então não mudou muita coisa...] E crianças fazem, quase sempre, aquilo que observam nos adultos que estão perto delas. Ela olha, entende o comportamento como socialmente aceitável e "pronto!", faz igual. Por exemplo: ela sai com os pais e vê o pai gritar com o atendente do Mc Donalds [História real. McDonalds de Vitória - ES perto da feirinha na beira da orla no último domingo de maio/12...] só porque o carinha disse que só daria o sorvete se o pai ainda tivesse o recibo de pagamento quando fosse buscar a casquinha. Na boa? Todo mundo sabe que é assim!! Você compra, come o lanche e depois busca o sorvete com o mesmo comprovante. Ok. O pai perdeu o dele. Mas existiam N maneiras de resolver o problema. Porém, ele escolheu gritar com o atendente e chamá-lo de nomes nada carinhosos na frente de todos, inclusive dos filhos pequenos. Que tipo de exemplo essa criança teve ali? É muito tenso.

E era disso que eu estava falando. Todas as vezes que vocês estão com as kids no carro e não param na faixa, não respeitam a fila dos idosos, tentam ultrapassar o school bus, abrem um pacote de balas no mercado antes de pagar, não oferecem lugar aos idosos em um ônibus lotado ou ajudam a um deficiente quando há necessidade, uma kid observa e aprende igual. E um adulto PODE ESTAR OBSERVANDO e julgar toda a nossa nação pela falta de educação de algumas. Especialmente se você faz isso lá fora.  Não me importa se você vai descer na próxima parada. Se você está sentada em lugar para idoso, levante-se! Tem gente que vai pensar: "nossa, a Tarciana quer salvar o mundo. Essas kids não são meus filhos e eu faço o que quiser!"... Bem, se você pensa assim, ok! Não posso fazer nada. Mas enquanto eu puder alertar e pedir para que os outros usem o senso crítico, estarei aqui. Afinal, sou professora! 

Outra: esse policiamento todo mostra apenas a sua educação! Faz bem para você. E tocando nesse assunto, eu gostaria de dizer mais uma coisa: evitem as respostas "atravessadas-azedas" lá nos posts. Só queima o filme de vocês. Eu sei que tem perguntas que PFV, né? São de doer, mas ninguém é obrigado a respondê-las. Simplesmente, pule a pergunta e vá para a próxima. Mas se você começou a ler e se sentiu angustiada e querendo dizer algo, tenha o mínimo de bom senso. Não precisa dizer que as meninas precisam de um "chão para varrer". Na certa, se você está ali também, é porque precisa de um chão para varrer como elas, né? Deixa cada uma perguntar o que quiser. Responde quem quer. E se o barraco cair, tenta segurar a casa com outras coisas... Acho imaturo certos posicionamentos. Não falo de opiniões. Posicionamentos. Resolver agredir, humilhar ou tacar mais fogo na confusão é desnecessário. Minha opinião! Quando surgir um assunto que doeu em vocês, como esse doeu em mim, escrevam no blog. Chamem as meninas para um diálogo! Mas cuidado para não ofender ninguém! Espero que eu tenha conseguido!

Agora respondendo aos comentários: 
@Lais Facion: obrigada pelo elogio! Educada, eu?? Imagina... rs
@Sandra Newman: te respondi, amiga? Era sobre boa educação! Você tem razão: não é só coisa de brasileiro... mas esse pensamento "vai... rapidinho... faz... ninguém tá olhando" é coisa do "jeitinho brazuca"... infelizmente. Mas como disse no meu texto ai: não generalizei o povo. Mas disse que: em terras alheias é feio, sim! Sobra para seus "pais"(o Brasil), quando a kid faz algo errado, sabe? Ninguém te deu educação?? Entende??
@Galera da fake ID: tá explicado!
@Lina Queiroz: Parabéns! Nem eu! :) Orgulho! E sim, tem gente que se esforça para ajudar a mudar o quadro, né?
@Matheus Cunha: Exato. Deixa quem quer, fazer o que quer! Mas e quem quiser falar, deixa também, né verdade?! Se não te importou como me importou, saibamos conviver com as diferenças! E como foi o show? Sempre quis ir em um show deles...
@Daiane Cristina: Pois é! Não achei q o post fosse causar tamanho "rebuliço". Gostei do que você disse lá. É bem verdade: machucar o próximo e ofender não levam a nada! 
@Carolina Rangel: certo! Super concordo! Acontece em todo lugar! Mas, como disse anteriormente, é muito provável que a pessoa julgue todo um povo pelo ato de alguém. Salvo, quando essa pessoa que julga tem alguma bagagem de estudo, uma mente aberta e tal. Mas é quase sempre a regra: somos considerados "farinha do mesmo saco". Ou você nunca ouviu "ahhh mas americano é isso..." ou "português é aquilo"... sim, um preconceito velho e bobo, mas que ainda se repete. 
@Sandra Martins: têm dias que dou o mesmo conselho... 21! 21!
@Luana Lazarini: pois é! Eu notei que no dia você falou que estava cansada e sem paciência e que, por isso, seu post estava "com palavrões" e tal... Te entendo... Sem grilo ou ofensas...pois bem, menina, eu acho que eu não falei que somos todos assim, né? Eu disse que a atitude "jeitinho brasileiro" é que foi ruim... expliquei ai no texto... concordo com você que nos desmerecer já é ruim. Eu sou só orgulho do nosso pais...[veja minha área de trabalho: PBSL] mas foi exatamente esse "jeitinho brasileiro" aprendido aqui, onde sabemos que quase tudo sai impune, que foi feito lá  fora.. costume de casa, me entende? Não generalizei, só apontei... Você está certíssima. Não gosto nem de pensar que há pessoas que nos generalizam... mas há! Uma pena! 

É isso! Se quiserem comentar, prometo que respondo no próximo post. Mas por favor, não transformem essa reflexão em nada demais! Estou chamando ao diálogo e respondi a maioria de vocês. Boa sorte para quem ainda está no inicio do processo, para quem já está vivendo o programa e para quem já está de volta ao Brasaaaa!! 

Um beijo, meninas. 

8/02/2012

Só a bagunça!

Ontem eu fui dormir às 2h conversando com a minha host-sister (nunca chamei a K. de mom ou host. No máximo a chamo pelo nome ou por "sis"). Ela me contou que o Lulu lindão estava com muita energia esses dias... energia acumulada... hahaha.. E eles estão em um hotel em algum lugar perto à Califórnia. Pois olhem o que ela faz: vai ao Walmart e compra um patinete para ele andar!! Até aí tudo bem, né? Problema é que ela deixou ele 5min sozinho e PRONTO!! hahahahaha.. Regra número 1 com o Lulu (e com muitas kids por ai): nunca o deixe sozinho! Sabem o que ele fez? Ele saiu andando no patinete pelo corredor do hotel em que eles estão... NO CARPETE... hahaha fazendo a maior barulheira. A vovó, que tá lá também, quase perdeu os cabelos. 

Esse é o Lulu mesmo, viu? Esses dias ele achou dois gatinhos na rua e disse que "mandar eles para a rua novamente, seria muita maldade". Conclusão: gatos em casa agora! Meu boy sempre foi assim mesmo: super autêntico e cheio de energia! Lembro que um dia, eu estava passando na sala de tv e ele estava escalando a estante de DVD's... hahaha.. já estava lá no topo, quando me viu e se soltou. Bem na hora que eu ia passando! Catei ele no ar! Pensaaaaaaa num reflexo (e no meu susto)! Ele só tinha 2 anos e era cheio de energia... é... as coisas não mudaram muito!! 


Hahahaha.. esses dias, há quase um mês, ele levantou às 6am e resolveu ir para a escola assim: todo chique! Arrumadão!! E ele ainda saiu dando BOM DIA para todas as pessoas... [close para o cabelão que ele não corta há anos! Eu que insisti no primeiro corte de cabelo dele... e ainda tenho as fotos...hahahaha...] Lembro de uma vez que ele entrou na secadora enquanto eu fazia a laundry... E lembro da alegria que ele ficava quando eu aspirava os cabelos dele. hahahahaha... 

#Parei! É saudade demais!