8/07/2017

Meu próprio time de futebol :D

Eu não saberia por onde começar a explicar o dia de hoje... Eu já tinha avisado aos meus queridos American friends aqui, que nós íamos tirar a foto em família às 18h. Bom, amanheceu chovendo horrores em NJ e eu estava morrendo de medo que eles furassem! Eu acordei cedo, fiz cupcakes com brigadeiro, uma das tias que está aqui fez spaghetti com meatballs para o jantar, a vovó chegou e saiu 300x e eu já estava apreensiva. Realmente não sabia se iria rolar! Mas lá pelas 18:15h todo mundo começou a aparecer... hahaha foram entrando, sentando, fazendo piadas, servindo spaghetti e se despedindo de mim!!! Amanhã, embarco de mochila para visitar uns amigos no TX, mais um pedaço do meu coração que sinto falta! Volto daqui uma semana para NJ, dou um beijo em geral e volto para o Brasil! 


Eu eu nem saberia como agradecer toda essa galera pelo summer com eles! E foi este pensamento que me fez trazer para eles as camisetas e uma mala de comida: tapioca, doce de leite, leite condensado, doce de goiaba, paçoca, pé de moleque, pé de moça, Sonho de Valsa, Bis e cocada. Claro, Havaianas para as meninas! 

Todo mundo irá te falar que não existe família perfeita. É sério. Existe não! Hoje mesmo eu quase dei uma voadora num dos "meus meninos" aqui! Porra!! Eu subindo do basement (o daqui é cenário de filme de terror) e ele me deu um puta susto! Quase cai no chão com os cupcakes! Não rola perfeição aqui não. Nunca rolou. Mas eles são muito legais comigo e rolou adaptação. Eu sigo a onda deles e eles se acostumaram comigo: até deixam o katchup perto de mim quando tem pizza! Hahahaha 😂
Esta foto, que está embaixo, nós tiramos em março de 2006! Hoje recriamos! Hahaha 

Eu não gosto de despedidas e odeio não saber quando estarei de volta por aqui, mas amo estas memórias que tenho feito! Toda sorte para quem ainda está começando o processo e toda força para quem já está no programa! Não é fácil não! Meu FB tem algumas fotos públicas, caso queiram acompanhar. Podem curtir, comentar, fazer perguntas... tem frescura aqui não!
Xoxo!
Tarci

8/02/2017

Só quem quer fazer intercâmbio, vai entender...

Oi, amigos!! Se você chegou até aqui é por que está pensando em fazer um intercâmbio e se já está considerando embarcar neste mundo de aventuras, já tem muita noção de que o caminho é cheio de desafios e decisões. Eu dei de cara com uma dessas histórias de aventuras que apertam o nosso coração e resolvi compartilhar com vocês. 

Se você ainda não sabe, estou visitando a minha host family 11 anos após o programa. Aqui em casa tem dois peludos mais fofos do mundo. E eu já tô todinha apegada neles. Hahaha.. O doguinho é mais tímido que a doguinha, e é a doguinha Gibby que me acorda todo dia. Esta foto é de hoje de manhã! Olha que graça. Todo dia 8h30min ela pula lá na minha cama. "Acooooorda, Humana. Está na hora de brincar!" Hahaha


A Gibby veio parar aqui quase que por acidente. Ela era das minhas kids, mas as minhas kids resgataram um gato, que não era muito amigável, e hoje a Gibby mora aqui com a grandma. Ela me chama para abrir a porta para que ela possa passear lá fora, ela me chama quando quer ganhar petiscos, ela pula no meu colo quando estou vendo tv e me beija sempre, certeza que ela sabe que estou com saudades da minha casa no Brasil. 


Agora, sente! Lá vem a história da Maya... da aventura que falei no início... da aventura que soube por acaso, e se você pensa em intercâmbio, vai ter compaixão também!! 

A Maya é um labrador caramelo que foi morar com a sua família aos 41 dias de vida, depois que a sua mamãe humana ficou com depressão ao perder a primeira doguinha que ela teve... envenenada. Um pouco depois de chegar à casa da família, Maya ficou muito doente. Ela ficou internada por 11 dias e todos os seus irmãos de ninhada morreram neste meio tempo. A mamãe humana da Maya foi visitá-la no hospital todos os dias e quase pirou de angústia. Quando a Maya foi liberada, elas não se desgrudaram mais. 

Pulem alguns meses... muitas alegrias, lambidas e dificuldades depois...

A família da Maya está diante de uma ótima oportunidade de fazer um intercâmbio na Irlanda. A mamãe humana não vai deixar a Maya para trás de jeito nenhum e precisa de nossa ajuda para tentar cobrir os custos da ida da Maya. A história completa está no link abaixo e há diversas maneiras de ajudar, sendo a mais especial delas: compartilhar a história delas. O texto para compartilhar já está aqui embaixo ou podem compartilhar o link do blog. Podem marcar a página do Amiga do Tio Sam no FB, ou compartilhar a postagem que está lá também.

Parece muita bobeira dizer isto, mas o que espalhamos de alegria pelo mundo, volta para nós! Hoje, eles nos pedem ajuda, amanhã não sabemos... Tirem dois minutos, curtam a página da Maya, compartilhem a história dela. Meu último post teve 397 visualizações!! Imaginem se estas 397 pessoas curtissem a página da Maya e compartilhassem este post então...  

Gratidão! Mil beijos! E já sabem: qualquer dúvida podem me escrever no aupairtarci@gmail.com

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Amigos, essa é uma história muito especial, de uma cachorrinha que precisa mudar de país com seus pais. 🐶Infelizmente, o custo do transporte animal é elevadíssimo,em torno de R$ 12.000,00 reais, e por isso eles estão fazendo uma vaquinha. 🐄💰🐾💜Talvez muitas pessoas não entendam, mas só quem tem um filho de 4 patas sabe que deixá-los para trás NÃO É UMA OPÇÃO. 👍Então peço a ajuda de vcs, contribuindo com a vaquinha ou compartilhando a história dessa família. Por favor. 🙏🙌🐶Quem tiver alguma dúvida ou se interessar por essa história é só entrar em contato com eles aqui pela página do face. 💝

o Link da Vaquinha: 


o Link da página dela: 

7/28/2017

Visitando 11 anos depois do programa...

Eu nem acredito. Sim, ainda não acredito que estou aqui! O mesmo cheiro ao entrar na casa, o mesmo som dos carros passando lá fora, as vozes que ouvi durante meu ano de au pair... Os mesmo sorrisos: tudo aqui, mas 11 anos depois. Algumas poucas mudanças na casa: a cozinha está novinha, as paredes da sala têm outra cor e uma pessoa, infelizmente, já não está mais entre nós... 11 anos depois!! CA-RA-CAS

Quando visitei em 2011!
Alguns anos depois, segue o baile.... 

Meu companheiro de acampamento. Ele está no sofá e eu na cama que tem na sala.
Eu decidi viajar para cá em cima da hora. Eu estava sem visto e foi uma saga conseguir uma entrevista em um espaço tão curto de tempo. Para quem não sabe, eu sou professora e nem sempre os horários disponíveis na embaixada são aqueles em que eu poderia ir. Para resumir a história, ganhei uma multa por ter corrido **MUITO** (5km/h a mais que o limite!!!! --' ) para chegar ao local em que entregamos os documentos lá em Brasília. Poucos dias depois disso, eu já estava com o circo armado para viajar. Eu levei dois dias indo aos mercados perto de casa e minha mala veio cheia de doce de goiaba, leite condensado (sim, tem aqui, mas eu queria fazer arroz doce sem precisar ir até o mercado logo de cara), tapioca (geral aqui está viciada! Rsrsrs...), Guaraná Antartica, BIS, Paçoquinha, Cocada branca e queimada, Sonho de Valsa, Pé de Moça, Havaianas e Doce de Leite. Acho que não esqueci nada. Detalhe: somos muitos aqui. Então trouxe em quantidade. Rsrsrsrs 

A mochila foi presente do meu namorado em maio. E as bandeirinhas eu trouxe do Peru ano passado.
Quem me pegou no aeroporto foi a vovó e é na casa dela que estou. Bom, a casa da family é do lado, mas os mais novos estavam no Summer Camp e a mãe deles estava viajando. Fiquei aqui com a vovó e o mais velho. E estou adorando, pois vejo todo mundo todos os dias. É o maior entra e sai aqui. E eu amo isso! Aliás, amo estar "around"! Não, eu não tenho grandes planos para este verão, estar aqui já é muito bom! Eu passo meus dias indo com eles aos lugares aqui perto: a Target, o Walmart, a Ross, a 5 and Below! E já viajamos. Eu já estive no Alabama, no Tennessee e em NYC. 

Deixando dois bonitinhos no Space Camp
Fui ao Alabama e ao Tennessee de carro por um final de semana apenas. Fui deixar um dos meus queridos no Space Camp da NASA. Gente, pense em uma visita que vale a pena. Muito fera o passeio. Ele foi para o Camp por uma semana e o meu kid mais novo já estava lá. Os visitantes podem ver e aprender sobre os programas que a NASA desenvolve e o treinamento de todas as equipes de apoio, que trabalham com tudo relacionado aos projetos. Depois que voltamos dessa viagem (de NJ até lá são 14h de carro!), eu esperei a minha kid do meio chegar de Nashville e planejamos a nossa semana em NYC. 

Minha menina do meio e parça de viagens!
Ficamos em um hotel em East Side Midtown- bem perto da ONU- e andamos para todos os buracos que vocês imaginarem. No primeiro dia, nós deixamos a mochila no hotel e fomos para a fila do TKTS que tem na Times Square para tentar bons lugares em alguma peça. 
Quase caimos real. Esbarramos uma na outra. Hahaha
Minha "kid" é tão "parça", que falou que qualquer peça ela toparia. Conseguimos entradas para Cats (60% off) por cadeiras na 8a fileira (79 dólares). Foi o primeiro show dela e o meu quarto. É lindo. Vale a pena! Dica: se nunca tiverem ido ver uma peça da Broadway, vejam o Rei Leão depois de terem visto outra. Eu vi Rei Leão primeiro e NADA barra O REI LEÃO na minha opinião. Mas vi também Wicked e Os Miseráveis. Dica 2: no break de Cats, eles te deixam subir no palco para tirar fotos com o elenco. Claro que a trouxiane aqui, que só viu isso depois, estava louca e alterada na fila do banheiro. Quase fazendo nas calças. Rsrsrs...

Gatinhos!

Depois que saimos de lá, passeamos pelas lojas e fomos para o hotel. No outro dia, pegamos o metrô e fomos à Estátua da Liberdade e a Ellis Island. Gente, se locomover em NYC é muito tranquilo. Basta ter paciência para andar de metrô. Dica: assim que descemos lá na estação do metrô no Battery parque (é a última em South Manhattan), já tinha um homem querendo levar a melhor em cima da gente. Ele jogou um papo de que teriamos que pagar U$25 dólares para ir até a Estátua e teriamos que esperar 5h para passar pela segurança para entrar no barco. Maaaaasssss se comprássemos o bilhete com ele por U$35, não teríamos que enfrentar a fila e nem esperar o barco. Hhhhuuummmm... "Ok! Go sit over there, Claudia". Claro que não caí na do homem, né! Fui até a bilheria e comprei os ingressos por U$ 18 e não tinha fila nenhuma! 


Nós passeamos por umas 2h nas ilhas. É muito bonito ver a cidade do barco. Eu nunca tinha ido até a Estátua e nem a minha kid. Então, nos divertimos um bocado. Especialmente no museu do Ellis Island. Dica: se quiserem ir até a coroa na estátua, o ingresso tem que ser comprado com 8 semanas de antecedência. E se tiverem algum parente que mora ou veio para cá, você pode, por U$7, procurar a história dele nos registros dos imigrantes da Ellis Island. Nós vimos o da Albert Einsten, por exemplo. Depois que voltamos a Manhattan, caminhamos uns 11 blocos até o World Trade Center Memorial, parando nas principais igrejas do caminho. Escolhemos não visitar o museu do WTC por acharmos muito triste mesmo... Voltanos às igrejas....Sou louca por igrejas antigas e quando estive aqui da última vez, as duas que sempre quis ver inside, a Trinity e a St Pauls Chapel, estavam fechadas. E de lá fomos até China Town (mais uns 6 blocos caminhando) tomar sorvete em um lugar que está bombando lá em NYC: 10 and Bellow. Por U$7 você toma um dos melhores sorvetes do mundo. Achamos tão bom, que voltamos logo no outro dia para tomar mais uma vez. Caminhar pela ChinaTown tem as suas vantagens. Chaveiros, camisetas, bonés: tudo mais barato por lá. 

A Aji Ichiban é uma loja de doces mega antiga, que fica na rua da sorveteria. Outra visita obrigatória para provar as rosas secas! Tudo que eles vendem fica exposto e você pode pegar um pedacinho. 

Quando saimos da ChinaTown, pegamos o metrô para irmos à Bibliotece Pública de NYC! Já fui e é outro passeio massa! Mas não chegamos nem perto da Library! Assim que saímos do metrô, minha parça viu o museu do Ripleys Believe it or Not- de coisas estranhas! Topei na mesma hora. Geeeente, cada coisa estranha nesse mundo. Dica: uns mocinhos charmosos ficam vendendo tickets do lado de fora MAIS CARO! Entrem e vejam os preços. Os mocinhos podem dar descontos, mas a maioria joga os preços para cima para poder dar descontos menores aos visitantes. 

Ache a brazuca!
Depois disso, passamos quase 5h visitando as lojas. Fomos em tantas que eu levaria até o Natal para listar todas. No dia seguinte, fomos à St Patrick´s Cathedral! Eu precisava agradecer a Deus pelas minhas férias e amo aquela igreja. Bom, já adianto que está passando por reforma, mas ainda pode-se ver muitos objetos de arte sacra. Eu amo passar lá! Fui todas as vezes que estive em NYC! Depois, eu e a minha kid fomos ao Black Tap de MidTown para o famoso sorvete gigante. A fila costuma ser de mais de 1h para conseguir uma mesa. Mas nós chegamos na hora certa e não esperamos nem 10min. Foi perfeito. 



Bom, voltamos para NJ no outro dia e é onde estou agora. Escrevo da cozinha que conheço tão bem há 11 anos. O lugar em que me sinto em casa. É muito estranho dizer isso, mas aqui é "Home away from home"! Quando eu estou aqui, entro na rotina deles: vou ali no banco quando precisam, vou ao mercado, desço laundry para o basement, organizo o banheiro...demos até banho nos cachorros semana passada. Não me custa dar uma força! E sim, eles me chamam para tudo. Até para ir ali na esquina. Pois é, não tem family perfeita não! Mas algumas se esforçam e acabamos entrando para a equipe. E com meu kid mais velho dirigindo, hoje o jantar foi sorvete ali da esquina, que nós buscamos 7pm e comemos aqui com a vovó. Aliás, foi ideia dela. Hahahaha... Estou levando um dia por vez, vendo onde o summer will take me! Meu kid #3 chegou esta madrugada e eu ainda não tirei foto com ele por falta de cabelo organizado mesmo. Hahahaha... Mas amanhã eu tiro. Isso se não formos ao parque, ou ao paintball, ou levar os peludos para caminhar, ou andar de bike ou fazer tapiocas... 

Você pode encontrar para vender na net por U$8 em um mercadinho na FL.
Mas não sabemos ainda... para a próxima semana, estamos organizando um dia em um parque de diversões e outro no paintball. Mas, NA REAL, tanto faz! Estar com eles já é amazing! Fico mais 3 semanas (serão 41 dias no total) e ainda terei boas aventuras para contar. Podem continuar mandando dúvidas para o meu e-mail sempre que precisarem, claro! É um prazer escrever para vocês. Eu amo cada e-mail e cada comentário que vocês me deixam! De coração: obrigada! Muita luz para vocês!
Beijos,
Tarci- aupairtarci@gmail.com   

11/02/2016

A Maior Dificuldade Após o Programa!!

Eu nunca vou me esquecer do que me disse meu professor de ESL em 2006 "todos que moram fora de seu país, e gostam da experiência, nunca mais se sentem em casa em apenas um lugar só". Eu não levei muito tempo depois disso para perceber que é assim mesmo, que essa é uma verdade na realidade dos intercambistas. Eu morei com duas famílias legais nos EUA e quando voltei para o Brasil não achava mais "meu lugar no mundo". Eu fiquei perdida por aqui- pelo Brasil- um bom tempo (acho que 6 meses) até recomeçar as minhas atividades e sempre que viajava para lá, era lá que eu queria ficar. Eu comecei a sentir que nunca mais seria ""apenas"" brasileira. Quem mora fora passa a ser cidadão do mundo. 

                                        
E é com essa sensação de pertencer aos lugares que moramos que passamos todas as datas importantes: querendo participar. Não entendeu? Vou te explicar! No dia do Thanksgiving eu via várias postagens das minhas famílias no FB e queria participar, entende? Poder chegar para o jantar, just like todos eles, e conversar um pouco. Seria muito bom se houvesse uma maneira de ser fácil assim mesmo: você decide ir, pega um bus rapidinho, janta com eles (leva até aquele seu prato favorito para a sobremesa), abraça todo mundo e volta para a sua casa! E o contrário também vale... Imagina você morando lá nos EUA, querendo vir aqui rapidinho para o aniversário de alguém e podendo voltar para casa sua casa em NY poucos minutos depois? Mas essa não é a nossa realidade. Nossos países são distantes e é bem carinho fazer viagens assim. Então como não rola, eu "dou meus pulos". 

E assim, acabei ligando no FaceTime para TODAS as pessoas das duas famílias que morei para desejar Happy Holidays. After 10 years, eu continuo tendo contato com todos eles. Eu faço questão de ligar nas datas importantes e de responder as mensagens que eles me mandam. Então, se você queria saber qual é maior dificuldade depois do programa, tá aqui: a falta de pertencimento a um lugar apenas, a dificuldade de let it go tão facilmente de pessoas ou lugares que irão marcar a sua vida. Pois é. Eu liguei para todo mundo. E fiquei feliz em falar com 6 pessoas (queria ter falado com todas as 16) e de vê-las pelo FaceTime segunda-feira. 


A primeira que me atendeu foi a Autumn. Ela é prima das minhas kids e tinha 6 anos quando eu morei lá. Hoje ela está com quase 17, as unhas longas, usando make e fazendo shopping na VS's. Hahahaha conversamos por uns 30min e só desligamos por que ela estava saindo para tomar café da manhã com umas amigas. Ela está dirigindo. OMG! E disse que tem todas as nossas fotos pela casa ainda. Fotos do casamento dos pais dela (que eu fui e peguei o buquê), fotos das férias na Disney, dos aniversários etc. Foi de um carinho tão grande, que eu desliguei querendo abraçar o mundo de tão feliz. Maaaaasssss como não dava para abraçar o mundo que eu queria, eu continuei ligando para quem tinha na agenda. A próxima foi a Grandma. A Autumn tinha acabado de me falar que ela havia ganhado um smartphone de Natal. Quando eu liguei, ela ficou toda feliz me vendo na tela. Hahaha Sentou na cozinha para tomar um café enquanto me interrogava sobre os últimos acontecimentos da minha vida. Ela fazia uma pergunta atrás da outra, falava das eleições, pediu para eu ir visitá-los logo e me contou do resto do povo que não tinha atendido o tel minutos anos. Disse preu juntar grana e "take my butt there". Aí, o telefone fixo da casa tocou e ela ficou toda atrapalhada para atender os dois e pediu para desligar comigo. Ainda feliz, liguei para mais dois. O Bradley que está no Hawaii com o resto da minha family da Califa e com a Lucy, irmã dele. Eles são meu kid mais velho e a mais nova da second family. O Bradley pediu desculpas e correu depois de 5min de ligação, pois tinha que sair para um passeio. A Lucy, a minha hostess e o meu host falaram comigo por uns 20min ainda. Foi muito legal. Eles também fizeram várias perguntas e entre elas quando irei visitá-los. Perguntaram do meu trabalho, elogiaram meu inglês e nos despedimos. Eu desejei Happy Hanukkah e desliguei feliz novamente. 

Veja só: au pair é um programa de trabalho, mas existem famílias que são legais e que vão querer manter contato com você e que vão te tratar bem sim. Este tipo de relação se ganha com tempo, sorte, paciência e muita resiliência. A minha primeira family é family mesmo. Até hoje. Eu não me importava se mudassem meu schedulle de última hora, mas ficava puta se não me convidassem para ir ao cinema com eles. Hahahaha eles até sabiam e mandavam mensagem perguntando. E eu escolhia ou não participar. A segunda family foi muito aprendizado. Me ensinaram mais do que serei capaz de retribuir um dia. Sou muito grata. 


Por isso, nesse finalzinho de ano: pense bem! Escolha com consciência. Agência é tudo igual. Lugares você poderá viajar e visitar depois. Mas ter uma family gentil e educada deve ser a sua prioridade. E para isso você tem que se conhecer. Quais pontos são fundamentais para você? Ter um carro seria? Morar com animais? Morar perto do college? Cuidar de kids mais velhas? Faça uma lista  dessas prioridades e aumente as chances da sua experiência ser maravilhosa. Qualquer coisa, conte comigo! Pode me escrever: aupairtarci@gmail.com!

Bjs!

10/29/2016

Talvez o Programa de Au Pair Não Seja o Que Você Procura!

Oi, e aí? Todas recuperadas do tiroteio que foi o #VMA ontem? Queria dizer que não pude ver tudo, masssssss o que eu vi ficará para sempre na memória: tiro, bafo e muita ousadia. 

Então... Eu recebo alguns e-mails me perguntando se há outras maneiras, além do programa de au pair, de ir morar fora... Algo que não seja tão caro quanto os programas de intercâmbios das agências e nem tão específico quanto o programa de au pair... pois vamos combinar: o programa de au pair é para um público que tem muita afinidade com crianças e nem todo mundo que quer morar fora é assim... Aliás, eu diria que poucas pessoas têm a paciência -rsrsrsrs- necessária para ser au pair. A moça que me motivou a escrever esse e-mail, queria ir com o namorado, mas não tinha certeza se o programa de au pair seria uma boa opção... Pois vamos lá ao que eu encontrei nos meus arquivos por aqui... 

Assim, eu descobri que existem algumas cidades que pagam para que você vá morar lá! Seja porque a população é pequena ou porque precisam de jovens para oxigenar o mercado de trabalho, há pelo menos cinco cidades em que o governo "pagaria" para que você morasse lá. Esse pagamento é geralmente em forma de bolsa moradia (vamos chamar assim?! Rsrsrs), mas existem outros benefícios também. Vamos ver quais são essas cidades??

Detroit- USA



A cidade precisa desenvolver melhor a economia local, pois alguns bairros estão um pouco "abandonados". Dessa forma, o governo fez uma lista de exigências aos candidatos e quem cumprir o que o governo pede terá uma bolsa de U$ 2.500 para fixar residência na cidade. Eles dão preferência a certos profissionais e empresários. Ou seja, sim, melhor estar formada com diplominha em mãos. A lista dos detalhes não tenho, né?! Agora a senhora joga no Google e "destroit" mesmo, né benhê?! Dica: o site da prefeitura local ;)


Alaska- USA


Eu sei que é frio para chuchu na mesma proporção com que é lindo para chuchu também, mas taí mais uma opção. O governo nesse caso exige duas coisas: que você nunca tenha sido preso e que já tenha morado lá por um ano. Eu já vi uma au pair no Alaska (ou duas), mas não sei se foram por agências. Uma delas recebia brasileiras que queria ver a Aurora Boreal e fazia um tour por lá. A parte boa nesse caso é a seguinte: a contribuição que o Alaska dá é anual. Ou seja, ele quer que as próximas gerações fiquem por lá também. 


Niagra Falls- USA


A cidade conhecida por estar na divisa entre os EUA e o CAN tem seus encantos naturais e financeiros também... hahaha! Assim, existe um programa de U$ 7000 dólares anuais para que você estude na cidade por alguns anos. O objetivo é atrair uma população mais jovem e desenvolver a economia e a produção acadêmica. 

Mas, se o seu negócio não é exatamente os EUA, aqui vão mais duas dicas:

Saskatchewan- Canadá


O Canadá em si já é um país com grandes atrativos e com um belo sistema de apoio aos imigrantes. Existem várias políticas de ajuda às pessoas que gostariam de morar por lá. [Consulte o site da embaixada canadense para ter detalhes! ;)] O Canadá é o "tipo de plano" bom para quem tem um namorado e quer ir morar fora com ele! Eu tenho dois amigos que estão lá há uns três anos! Eles levaram até o cachorro. Hahahaha 

Nessa cidade, especificamente, se você tem um curso superior universitário (não sei quais especificamente) será oferecido 20mil dólares canadenses para que você trabalhe e more por lá sete anos. A cidade fica na região Oeste do Canadá.

Ahhh... mas seu negócio é a Europa?? ok! Achei uma opção por lá também. Aliás, essa opção eu toparia! Que lugar lindo!

Ponga- Espanha
A Espanha (linda e bela!), que já é um encanto em si, tem uma região perto das montanhas com cidades pequenas e remotas, como Ponga! Eu nunca tinha ouvido falar de Ponga, na verdade! E é isso que eles estão tentando reverter: povoar a cidade e colocá-la no mapa! Literalmente! Eles oferecem uma bolsa de 3 mil Euros para quem for morar na cidade e mais 3mil Euros por filho que você tiver. É ou não é uma boa oportunidade? Especialmente para quem gosta de frio e não precisaria necessariamente viver em um cidade grande. [Coloquei essa observação porque morei um mês em SP e prefiro minha pequena Brasília mesmo! Não desmerecendo a cidade! Jamais! É que Bsb é bem mais tranquila, sabe?! Beeeeeem menos gente!] 

Espero ter ajudado, pessoal!!

Ah, uma coisa que eu gostaria de pedir: pessoas que já me mandaram e-mail, me escrevam outra vez e me digam se a minha ajuda foi válida, se deu certo, se você resolveu o seu problema, se desenrolou com o boy, se vai ficar um ano ou dois e tudo mais que queiram me contar. Normalmente, recebo o primeiro e-mail com o "problema/impasse/caso perdido/pepino", respondo o e-mail com todo carinho do mundo E FICO SEM SABER SE DEU CERTO!! Hahahaha acabem com a minha agonia. Voltem a me escrever! Me contem o que decidiram! 

E lembrem-se: NUNCA EMBARQUEM COM UMA DÚVIDA. 
Escrevam para: aupairtarci@gmail.com se precisarem de alguma opinião, conselho ou só para desabafar mesmo! Contem comigo!!! ;) 

Much love,
Tarci
Aproveita que a vida é curta!

Fonte: Blasting News

6/29/2016

Resumindo a vida de au pair...

E aí que eu continuo REPETINDO: VALEU CADA DIA LONGE, CADA DIFICULDADE ENCONTRADA, CADA SUPERAÇÃO... e eu faria tudo outra vez! Sem sombra de dúvidas! 

Quando eu digo que completei os dois anos de programa!


Vamos aos detalhes... Eu fiquei online em fevereiro de 2006 (tirei carteira em dezembro e preenchi app em janeiro) e em março fiz match com a primeira familia que "falou" comigo. Aliás, eu vi que eles estavam "no meu perfil", mas nada deles falarem comigo. Um dia, estou vendo tv, 21h, e a agência me liga de SP. Eles foram logo dizendo que a family tinha fechado comigo e que eu já tinha até dada de embarque. Oi? Mas eu nem tinha falado com eles. Falei para a agência que só iria se a família me ligasse. E foi um telefonema comum mesmo. Ligaram aqui em casa. Não tinha Skype. Conversei com eles por 3h (Sim, isso tudo!) e fechamos. E eu embarquei em março. 

Eu me lembro da correria até o embarque. Os documentos, as roupas de frio (que eu não tinha), as despedidas, a saída do emprego e a minha chefa da época dizendo que eu iria me dar mal, que a family iria me odiar e me mandar de volta. Hahahaha... Sim, ela disse isso. E eu nem respondi. Cada um sabe das suas tristezas. Ela não me atingiu. Lembro até hoje do dia que cheguei na casa dos hosts: o cheiro da casa, a cor do sol entrando pela janela do meu quarto, o vento gelado na driveway, o barulho que o chão de madeira fazia e as pessoas falando rápido (ou de-va-gar... dependendo da ideia que tinham de mim! hahaha)!! Fiquei com essa família meu primeiro ano inteiro e foi incrível. Eu me sentia parte da "equipe". Eu gostava de estar com eles mesmo fora do meu horário: as kids dormiam no meu quarto, eu ía para a casa da vovó (do outro lado da rua) quando estava free, saíamos juntos e viajávamos juntos. Eu não tinha muita noção do tamanho do buraco que meu coração teria quando o ano acabasse. Assim, quando os papéis para renovar chegaram, eu perguntei se eles poderiam me deixar atender mais créditos no college. Eu amava ir para as aulas e era muito dedicada, mas eles não podiam me liberar mais tempo, nem de noite. Então, eu troquei de family e, com a ajuda deles, fui para a Califórnia. Dessa forma, foi um ano em NJ e outro na CA! 

Olhem minha casa ali!! Hahaha brinks!! Eu morava em Orinda! 20min de Bart lá de San Chico.
Lá na CA a banda tocava diferentemente. As kids não podiam ir até o meu quarto, que era separado da casa (em cima da garagem) e com banheiro privado; eu tinha schedule anotado em um cronograma entregue todos os domingos à noite, eu tinha apenas 1/2 do sábado e o domingo livres, não víamos tv juntos, eu não ficava no meu quarto conversando com eles etc. Eu sentia falta de ser parte da família. Mas eu me adaptei. Em três meses já estava por dentro de tudo. A outra family estava estudando a possibilidade de me levar para morar com eles como estudante no final do segundo ano, pois nunca deixamos de nos falar. Se eu amo as duas famílias? Sim, claro! Se eu me arrependo de ter trocado? Jamais! Cada experiência me ensinou coisas incríveis e me fez mais forte. Eu amadureci enormemente nos dois anos. Mas isso foi em 2006-2007!!!

né?
Gente, dez anos!! Dez anos!! Tudo isso que aconteceu lá em 2006 continua disponível no meu blog Amiga do Tio Sam (tem página no FB também)!! Ainda tenho todos os posts e há várias fotos também. Não são pelos anos que fiquei lá que estou aqui hoje. Estou para contar o que eu tenho hoje!! 

Hoje, eu tenho todos eles no meu FB. As duas famílias e alguns kids, pois nem todos têm FB ainda. Eu tenho "essas duas famílias" longe, duas segundas casas e muito carinho por todos eles. Eu já voltei para visitar a family do primeiro ano duas vezes. Das duas vezes que eu fui, fiquei dois meses com eles e foi fantástico. Nós fizemos a viagem anual à Disney (duas vezes), Key West, muitas saídas para o cinema, boliche, shopping, parques e filmes no sofá. Eu ganhei pessoas que estão comigo há dez anos! Que me mandam mensagens uma vez ou outra, mas é como se tivéssemos nos visto ontem. Eu não estou dizendo que era perfeito, que não brigávamos. Não, não! Nada disso! Pelo contrário! Ganhei uns gritos durante meu ano de au pair também. Ouvi umas coisas que não merecia e devo ter tido minha parcela de culpa em algum evento aí (hehehe...)!! Não existe family perfeita... não vá embora com essa ilusão, por favor! Mas é possível, sim, adaptar-se, crescer, aprender a conviver e a superar. Por isso estou aqui para dizer que hoje eu tenho a mim! Eu sou mais consciente dos meus limites e mais determinada a ultrapassá-los. Eu sei até onde posso empenhar cada fibra do meu corpo sem me arrepender depois, sei como torcer cada fio de cabelo para me adaptar, sei olhar meu próximo com olhos de compaixão e não apontar meu dedo tão apressado em julgar as diferenças. Eu sei, principalmente, que se olharmos com cuidado, encontraremos muitas semelhanças entre as nossas culturas: um bom vinho deixa uma noite mais leve, um sorriso abre portas e dançar nos aproxima- em todos os lugares. Por que olhar para o lado negativo apenas? Por que fazer marketing do que é tão contrário aos nossos costumes? Dizem que você só tem choque-cultural uma única vez! Você irá se espantar quando vir algo muito diferente da sua realidade, levará um tempo para se acostumar com a "novidade" e depois disso, tudo que lhe for mostrado pela primeira vez, não te causará mais um desconforto tão acentuado. Você irá entender que é parte da cultura daquela região e não sentirá tamanha agonia. Eu ganhei mais coisas em dez anos do que posso escrever aqui hoje. (E eu nem entrei nos mérito das oportunidades de emprego que tive depois que voltei...)


Bom, é isso!!