2/11/2015

Bag of Studies!

O post sobre uma BOLSA DE ESTUDOS nos EUA! 

Hahahaha... ok ok. Eu sei que bolsa de estudos se traduz como "scholarship", mas se nem a piada você matou, aí está complicado! Vamos estudar um pouco mais? Estou brincando, ok? Chore não!

Vamos logo ao que interessa... melhor que traduzir a expressão "bolsa de estudos" é encontrar uma full scholarship para uma universidade de ponta nos EUA. Pois é! E eu encontrei! Navegando esses dias pelo Face, vi um anúncio sobre uma bolsa de estudos para a GRADUAÇÃO: na Lehigh University na PA. Tudo pago. Vamos aos detalhes?


Essa bolsa é para você que:
- NÃO É CIDADÃO AMERICANO ( \o/ )
- SE SAIU MUITISSIMO BEM NO ENSINO MÉDIO (NOTAS ENTRE 9 e 10),
- E QUE JÁ FEZ/FARÁ uma inscrição para a gradução na Lehigh University e foi aceito.
(sim, você poderá fazer a inscrição dos EUA ou do Brasil)

Ok. Esse último me deixou pensando e eu enviei um e-mail pedindo detalhes. E é assim mesmo. Você se inscreve pelo site da universidade para o período seguinte, o próximo período é a fall/2015 (set/out). Se você for aceito pela universidade, ai você pode entrar com o pedido para a bolsa no mesmo dia. Essa bolsa foi batizada de The Karen and Paul S. Levy `69 International Scholarship. E olha só o que ela te garante:

- todas as mensalidades/taxas dos quatro anos de estudos (DOS 4!!!),
- "casa e comida" por quatro anos (not bad!), 
- Uma "mesada" anual para os seus livros,
- Passagem de avião e transporte até lá,
- Uma mesada (para você sobreviver, né? Quem não precisa de café do Starbucks?),
- apoio para pesquisas,
- Estágios e oportunidades no exterior (porque bom mesmo é viajar, não é?)

Linda bolsa! Ou só eu achei? Bom, normalmente, as Universities pedem que você pague um fee (taxa) para se inscrever. Eu já fiz uma vez PARA O CANADÁ e fui aceita, mas não pude ir. A universidade canadense me devolveu todas as Dilmas desse fee. Para que você não fique na dúvida "me inscrevo, sou aceita, pago o fee mas NÃO ganho a scholarship e o que acontece com o meu fee?", mande um e-mail para o departamento deles e se informe. Vamos lá. Você não é quadradx. 

Morgan Volkart '06, '10G
Director of International Recruitment 
Office of Undergraduate Admissions
Lehigh University
27 Memorial Drive West
Bethlehem, PA 18015-3094
Undergraduate Admissions: luinternational@lehigh.edu



Falando em quadrado, a Lehigh University http://www4.lehigh.edu/about/glance fica na Pensilvânia (umas 2horas e 30min de NYC de carro) pela I85 (mas deve existir um atalho. Eu que nunca encontrei). É uma área com tudo nas proximidades e uma agenda cultural animada. Eu morei em uma cidadezinha bem perto de Lehigh Valley e eu sempre ouvia na rádio os shows que aconteceriam por lá. Uma vez teve Pussy Cat e Black Eyed Peas por U$40 Obamas. Mas eu não achei uma corajosa para ir comigo. Sad but true. 

Continuando... essa universidade tem quase 5 mil alunos na graduação, quase 3 mil no mestrado e é formada por quatro colleges (faculdades): the Arts and Sciences, College of Business and Economics, Engineering and Applied Sciences e o College of Education. Todas com aquelas tradições e vida acadêmica que imaginamos.

Bom, vai lá e confere a página da universidade para tirar as suas dúvidas e matar a curiosidade. Depois, passa lá na página do Amiga do Tio Sam no FB e compartilha esse post... ;)  Aliás, o que vocês acharam desse post?

Até a próxima,

T.

PS: já estou pesquisando novas/mais bolsas... aguardem! 

11/02/2014

Uma Moeda de Troca Melhor que o Dólar!

Eita, dessa vez voltei mais rápido... nem me demorei... Acho que tem a ver com a alegria que se instaurou por aqui nos últimos dias. Eu estou me dedicando mais ao que me faz feliz: malhar, correr, sair com meus amigos, estudar, ler e, claro, escrever. E vocês, como estão? Eu queria agradecer aos comentários da @Renata Martins, da @Eleni Domene e  da @Dani. Valeu, girls. O último post teve quase 300 acessos e, poooooxa, foi sensacional ler comentários de apoio como o de vocês. Um super beijo. 




Mas deixa eu voltar (barulhinho da fita rebobinando, quem lembra?! =D) e perguntar outra vez, o que vocês têm feito? Estão felizes? Confiantes nas decisões que estão tomando? Pois é... é difícil, não é?! Cada decisão é um conflito... fazer ou não fazer? Seguir ou não seguir? Apostar ou não apostar? E falo em "apostar" como um todo... apostar no sonho, na vida, nas pessoas, nos projetos... tem hora que você só queria saber se vai dar certo, não é? Se pode confiar que a coisa vai fluir depois.... Eu sei como é... entendo bem... e foi assim que surgiu o tema do post de hoje. "Uma moeda de troca melhor que o Dólar: a confiança". [Tu pensou que eu estava falando de quê? Euros? Oi?! Não, bonitx, eu estou falando de con-fi-an-ça!] Sim, a vida parece mais um banco do que qualquer outra coisa... repara só: a gente deposita expectativas, sonhos e esperanças em pessoas, em momentos e em projetos. Muitas vezes, sacamos sacanagem, falta de consideração e irresponsabilidade dos envolvidos. Trocamos sinceridade e respeito por tantas coisas que, muitas vezes, não precisamos: falta de consideração e ignorância. Quando isso acontece, nossa credulidade entra no vermelho e precisamos pedir emprestado um pouco mais de paciência fora do banco. Aí entram Deus e os amigos (algumas vezes até esses nos deixam na mão). Penhoramos sonhos e projetos (voltaremos já para continuá-los) em troca de decisões... e, nesse sistema que vai seguindo, a confiança é uma moeda rara e valiosa.  



Eu lembro quando fui dirigir pela primeira vez nos EUA... Eu não tinha um mês de USA ainda.... E a minha casa em NJ era virada para uma avenida já. Sim... Assim dessa forma bruta... eu tinha que sair com o carro "arrancando" já, pois não tinha nem acostamento. Era tenso... Hahaha.. E para piorar, era tipo em um morro... eu podia ver que vinham carros do lado esquerdo, mas não do lado direito. Então, eu tinha que baixar o vidro e tentar ouvir se algo, TIPO UM CAMINHÃO, estava se aproximando... E tinha que pedir às kids para ficarem caladinhas para não morrermos (o de dois anos nunca fazia silêncio.... reflitam). Nas primeiras vezes, eu saia SEMPRE para o lado em que eu tinha visão limpa... dirigia até um ponto em que pudesse fazer a curva e tomava a direção que eu precisava. =P que esperta, né?! Meu host sempre gritava para mim:"It's that way, Tarci... turn around". Eu só sorria, fazia a egípcia confusa e em 2min passava na direção correta na frente de casa e buzinava... Hahahaha... com o tempo, confiei em mim. Peguei os paranauês de sair acelerando já... Isso não quer dizer que não tivesse medo de dirigir em um lugar novo, onde o limite de velocidade é quase o mesmo que o da Fórmula 1. Brinks... Claro que tinha, mas eu ia. Tem uma frase que amo que diz "Se tem medo, vai com medo mesmo". E eu ia. Mas antes de poder encostar no carro, meu host me levou para fazer um teste e PUTZ eu tive que confiar em tudo que sabia. Assim... era uma KIA e/ou a mini-van (gigante)....nunca havia dirigido nada parecido... Mostrar-se confiante ao volante gera 98% de sucesso, dizem as minhas pesquisas... hahaha Fui topetuda... entrei no carro, ele foi falando onde eu tinha que ir e dei a volta no bairro. Ainda mostrei para ele que sei "fazer um cat" legal. Eu fiz uma volta num lugar proibido lá. Rsrsrs... eu só tinha 3 meses de carteira e MUITA CORAGEM. Quando ele chegou em casa, falou para a minha hostess "she drives like an old lady. She can take the kids."... tomei como um elogio, né?! Eu agora poderia usar o carro... Eles CONFIAVAM em mim... comecei ali pela rua, levava até a escola, para o mall, ia ao mercado... uns 2 meses depois, eu podia viajar no carro deles. Eu morava em NJ e podia atravessar o pais, se eu quisesse. Mas fiquei por ali mesmo: PA (Pensilvânia- 4h de carro), sul de NJ (2h de carro para Princeton), MA (Massachussets- 6h de carro), NY (não NYC- 2h de carro para o outro lado)... Eles tinham confiança em mim... E como boa moeda de troca, eu fazia por merecer a confiança deles. NUNCA dirigi bêbada, coloquei as kids no carro sem cinto/cadeirinha, deixei outra pessoa dirigir o carro, menti meu destino, arruinei o carro ou sumi na vida. Eles sempre sabiam onde eu ia (mesmo se eu fosse encontrar o boy magya, eu contava). Motivo simples: carro deles, responsabilidade minha. Confiança aqui era uma moeda valiosa. A minha "liberdade" dependia disso e eu não pisava na bola. 

Veja só... tudo começa na confiança... primeiro: em Deus. (Bom, se você não acredita em Deus faz favor e pula esse pequeno parágrafo). Aqui a explicação é muito simples. Deus é Amor e é Energia Positiva. Ele jamais colocaria algo contrário a isso em teu caminho. Muitas vezes, quando as coisas não dão certo, culpamos a Deus... quando tudo que Ele fez foi nos livrar de algo que não daria certo mais na frente. Aceite que algumas coisas não serão como você quer, mas como Ele desejar. Confie e continue seguindo. A confiança é uma excelente moeda de troca com Deus. 100% de aproveitamento se você confiar de coração aberto. Tudo dará certo, no tempo de Deus.



Depois: confiança em você para tomar as suas decisões e conduzir os seus projetos. E aqui vou ser curta: você confia em você? Sabe que se precisar, o bicho pegar ou o barraco cair poderá contar com você e somente com você? Sim... veja bem... em alguns momentos, a vida exigirá muito de você. E será você e você. Decisões e escolhas que só você poderá fazer. Como você faz? Corre de você? A minha regra nesse caso é bem simples: sigo meu coração. Eu posso até estar morrendo de medo, com as mãos geladas e o com o coração palpitando. Mas eu não fico ali parada não. Jamais. Eu decido e faço. Isso não quer dizer que não raciocine. Claro que não! Eu paro, penso e analiso. E eu escuto meu coração e se o que quero fazer é parte de mim e da minha essência (se não vou magoar ninguém, ofender meus valores), eu faço. Eu vou. Eu resolvo. Eu prefiro lidar com o feito do que com o não feito. Me arrepender por ter sido 100% eu (determinada, carinhosa, sincera e objetiva) do que por ter sido paralisada pelo medo. Foi assim quando decidi ser au pair ou quando decidi não ser servidora pública como meu pai (mas isso é assunto para uma próxima vez) e fazer intercâmbio antes mesmo de fazer faculdade. Eu pesei tudo: ficar um ano fora (fiquei dois), não entrar no mercado de trabalho e na faculdade na hora certa (hoje estou melhor do que se tivesse entrado tão nova), ficar longe da família (laços de sangue não diminuem/apagam com a distância), e dos amigos (os verdadeiros sempre permanecem). Confiei em mim e sete anos depois estou aqui dizendo que não me arrependo. :)

E, se você não morar em uma bolha, terá que confiar em você e NAS OUTRAS PESSOAS também. Essa é a parte mais difícil para mim... confiar nos outros... gente, hoje o mundo está tão virado que muitas vezes penso que algumas pessoas não têm coração. Serião! Elas seguem ao teu lado enquanto for conveniente para elas. Mas se o "sapato apertar", poucas te falarão "olha, não posso mais continuar ao teu lado por isso e isso". O ponto é esse: confiar no próximo muitas vezes nos traz decepções. Você espera ser tratado com a mesma sinceridade e com o mesmo carinho com que os trata e isso nem sempre acontece. Mas se você tiver sido verdadeiro com você, fica tudo mais fácil de resolver. E eu geralmente confio em meu coração... E, amigxs, uma vez que o empréstimo de confiança é feito no "meu banco", comigo, eu espero retorno. Espero poder confiar também. Acreditar de volta. Assim, se o empréstimo de confiança "não for pago", se a pessoa não demonstrar que posso confiar nela, esquece. Eu recolho minhas moedas, fecho meu banquinho e não empresto mais minha confiança. É tipo única chance.... Rsrsrsrs... não curto devedores. 

E vocês? Qual o valor da confiança, essa moeda de troca, para vocês? 
Um beijo e ótima semana,
Tarciana
PS: não deixem de visitar a página do blog no FB! :)

10/22/2014

E quando os ventos sopram de forma diferente....

Pois é... voltei....

Eu vou, volto e não escolho um lugar.... Eu ando, corro e rastejo... engatinho, levanto, mudo a música e mudo a dança. Eu escrevo, edito, apago e não posto... até hoje... Hoje pareceu que as palavras e os pensamentos entraram naquela sintonia que só quem escreve conhece bem. Sentei aqui na minha bancada e parecia que tudo estava no lugar: palavras, pensamentos, coração e tudo mais em sintonia... talvez porque estejam mesmo... talvez porque, finalmente, depois de um ano, um mês e 2 semanas, a cor da minha vida tenha retornado... da mesma forma como ela foi, ela voltou: sem peso extra. Agora, me diz você... se eu, com quase trinta anos, ainda penso que posso ir, voltar, mudar, dançar e sacudir a poeira, por que você, mais nova que eu, teria que pensar diferente? Por que haveria de criar raízes profundas em apenas um local? Tomar apenas uma decisão e morrer por ela? Escolher apenas um sonho? Quando há tanto para se viver....

If God shuts a door, quit banging on it! Whatever was behind it, wasn’t meant for you. Consider the fact that maybe he closed that door because He knew you were worth so much more.
Eu terminei meu programa de au poor "forçada", todos sabem. Eu não planejava voltar para casa toda machucada depois de uma acidente de carro, sem concluir meus créditos no college e deixando tanto para trás. Não, eu não planejava mesmo. Mas aconteceu e não havia nada que eu pudesse fazer para mudar isso... Lembro bem que o Steve me perguntou: "And now what Tarci?" e eu tive que dizer "I will have to chase a different dream, I guess".... E eu fiz isso sem saber que essa seria a minha única opção mesmo. Eu tive que me readaptar à vida aqui no Brasil e eu tive que mudar muito para isso. Assim, depois de muito aperto, eu consegui. Aprendi, me reergui. Então, siga lendo esse post... NÃO IMPORTA EM QUE FASE DO PROGRAMA VOCÊ ESTEJA... SE JÁ ATÉ TERMINOU O PROGRAMA, se já casou, teve filhos ou se ainda está preenchendo o app. LEIA TUDINHO e me diga o que achou desses pensamentos/ideias/thoughts nos comentários... :)

O que eu devia saber e que faço questão que vocês saibam AGORA/HOJE é que "mudar de sonho" pode e DEVE ser sempre uma opção. Não deve NUNCA ser a única. Era a minha única opção, mas não precisa ser a única de ninguém. Sabe aquele curso que você começou e não gostou? Tentou de tudo e não deu certo, largue. Olhe bem, tentou, tentou e viu que não era para você, ai sim deixe de lado. :) Mas só depois de tentar e fazer a sua parte para dar certo também. No mais, não estando feliz, pule fora. Start again. Busque novamente. Tente de outra forma. 

Sabe aquela velha frase do "faça aquilo que seu coração mandar"?! Pois é. Siga! Não fique com raiva de você, não se julgue e <MUITO MENOS> deixe que os outros façam com que você se sinta péssima por isso. Os outros não são você. Eles não sabem o que você está passando, não estão na sua pele. Eles não pagam as suas contas. Faça o que achar que vai te deixar mais feliz, siga seu coração. E se preserve. Seja forte. Não se submeta às críticas: a vida é sua. Pois então, o curso não era o que você esperava, o lugar escolhido para a viagem não era tão bom quanto você pensou, seu relacionamento não está mais funcionando ou seu emprego não te traz qualquer satisfação? Busque...mude! Olhe ao redor... deve haver algo que você possa mudar.... calma... não pule do prédio. Deixe cv, por exemplo, em vários lugares.... largue a viagem no meio e parta para outro destino... pense e sinta. Sinta e reflita. As respostas estão no silêncio do seu coração. Você só precisa calar as outras vozes para ouvir.


Mas tem um caso em especial: das pessoas com tanto barulho na mente que chega a ser um caos tentar ouvir uma só... o caso das pessoas que seriam felizes em quase qualquer lugar, fazendo quase qualquer coisa legal... Pessoas que só pensam em viajar, conhecer, explorar.. essas pessoas têm tantas vozes na cabeça que fica complicado ter um momento de silêncio... sei bem como é isso. Elas acham que não sabem o que querem... que estão perdidas... Bem, se esse é o seu caso, assuma isso. Você não nasceu para ter raízes longas. Você é daqui, dali e de todo lugar. Pois aproveite isso. Use a seu favor. Trabalhe um ano e DEPOIS: viaje. Mude de trabalho sempre que aparecer uma opção. Não tenha um relacionamento tão sério, busque pessoas que também pensam como você. E se não gostar de onde está indo, volte. Recomece. Reaprenda. Mas não pare. A  vida é isso mesmo: é movimento para você. Se você parar, vai enferrujar. E aí, já era! Rsrsrsrs... Pessoas como você tem sede de viver tudo e a todo instante. Pois assuma isso e vá viver! Seja essa adrenalina que você quer. E se seu coração estiver feliz assim, continue. Siga até que seu coração pense/sinta de outra forma. Lembre-se: talvez um dia ele se encontre. Até lá, há muita vida a ser vivida. :) E há lugar para todas as pessoas no mundo. Dessa forma, há um lugar para você e seu coração agitado. Por exemplo: há uma vaga de emprego em Dubai. Na entrevista estão você e outra pessoa com as mesmas qualificações profissionais que você. Dai o entrevistador pergunta:"onde você se vê em cinco anos"? A outra pessoa diz:"casada, com dois filhos" e você responde:"onde a empresa me mandar".... veja só... quem será que foi chamada para ESSA vaga de emprego, especificamente? Há espaço para todos nós. 

Mude de roupa, de cabelo, de opinião... de sonhos. E não se cobre por trocá-los ou por deixá-los no canto da estrada se eles forem pesados.... e se deixá-los será mais uma chance de começar com sonhos diferentes, mais leves. E preste atenção especial aos que te cercam. Pessoas que podem aparecer no caminho, que podem te dar uma luz ou que podem ser uma inspiração. Abra as portas da sua vida às pessoas que podem "cuidar" de você, que podem te fazer sentir viva e querida! Fique ao lado dessas... o restante pode ser deixado do lado na estrada também. Pode ser substituído... Nem tudo ou todos merecem nosso carinho e dedicação. Nem tudo deve ser tão fixo a ponto de te tirar a paz e o sono. E não deixe que nenhum acidente, ou pedra no caminho, te mostre esse lado leve da vida! Vá observando a sua.... Lembre-se: se uma porta for fechada, pelo coração ou pelos acidentes da vida, não deixe de procurar logo uma janela! 


Em busca de uma vida mais leve... mais confortável.. menos pesada... 
Um beijo, Chris Ribeiro! Você foi a minha inspiração! :)
Beijos e muito obrigada pelos comentários no post anterior! @Natália: toda sorte, menina!! Qualquer coisa, entre em cntt por e-mail. @Giiiii que fera, menina! Onde você está? O que você faz? :)

6/29/2014

O bacon, a pasta de amendoim e as emoções!

Oi, pessoal!! Como prometi: voltei! :) 

E voltei com um assunto que sempre respondo por e-mail... "é normal me sentir deslocado, reprimido, excluído, triste, confuso, muito feliz, livre e com dor de barriga durante o programa?" Cara, não apenas antes ou durante o programa. É normal se sentir assim em qualquer fase da vida. É normal ter sentimentos diferentes e cheios de contrastes quando nos deparamos com situações estranhas. 

Um vez, eu estava em um café perto de casa, em New Jersey. Eu estava sozinha, esperando dois amigos.... Era um começo de noite como qualquer outro e eu estava feliz de estar vivendo essa nova aventura que era ser au pair. Pedi meu café, sentei em uma mesa perto da janela só para ver a neve no chão e os meninos chegaram. Eles eram de NJ e começaram a me contar como sentiam falta de NJ quando estavam na Califórnia. Eles sentiam falta dos amigos, da comida da mãe e de irem aos lugares em que estavam acostumados a encontrar tudo. Eles estudavam lá na CA e voltavam para casa nas férias. Nossa... nesse minuto eu parei de tomar meu café e fiquei pensando em como sentia falta de casa. Minha alegria sumiu em 3 segundos.... Fiquei mega pensativa.... Fiquei nostálgica por coisas bobas. Me despedi dos amigos um tempo depois, sai do café e comprei uma casquinha de chocolate no Mc Donalds. Elas têm o mesmo sabor no mundo todo. E eu sentia o sabor de casa... minha mãe ama as casquinhas do Mc. 


Bandida da madrugada!
Então, é importante sentir tudo que você está sentindo e lidar com o sentimento até que ele vá embora... Eu liguei para a minha mãe de um orelhão e conversei com ela. Ela me falou para ir aproveitar meu ano, que passaria voando e que logo eu estaria em casa. E foi o que fiz. Mas eu lidei com os meus sentimentos. Eu entendi e racionalizei o porquê de estar triste. Depois disso, foi mais fácil lidar com ESSE sentimento de saudade de casa. Assim, todos os seus sentimentos são importantes. Pergunte-se "por que estou me sentindo assim?", escreva a resposta em um papel e pense "it is ok to feel this way. It will go away shortly!" E tenha calma... paciência... vai passar. Respire. E ocupe-se. 

Sabe aquela velha frase "cabeça vazia é a oficina do capet@?!" Pois é... quando sentir algo que não está acostumada a sentir, até mesmo muita felicidade, ocupe a mente com algo que lhe tranquilize. Escute música, veja um filme e tenha mais controle... quando estamos nos extremos: muito tristes ou muito felizes, fica complicado lidar com o resto do que acontece conosco. Podemos parecer "metidos", "complicados" etc... aos olhos dos outros e tal. ;) Só uma dica.

E no mais, se você não lidar com o que sente, você pode passar, muito provavelmente, pelo que passei... descontei a minha ansiedade na comida... engordei alguns vários kilos quando morei na Califórnia... eu comia peanut butter com a colher... direto do vidro... pois andava muito ansiosa, pois o segundo ano iria acabar e eu ainda não tinha um plano para o ano 3. Um dia, eu fui dar banho nos 3 pequenos e coloquei muita água na banheira, coloquei sabão, ajudei os meninos a entrarem e sentei na porta do banheiro com o vidro de peanut butter e uma colher. Detalhe, o banheiro era na subida da escada para o escritório e meu host podia me ver... e já que o banheiro tinha espelho em toda a parede da pia, a hostess podia me ver pelo outro ângulo, lá da cozinha. E lá eu fiquei mesmo assim, no chão. Uns 30min comendo... quase chorando... e as kids me pediam um pouco e eu falava "but guys, dinner time is in a min. You cannot have this now". E eu comendo.... Já que voltar para o Brasil não era opção naquela época, eu ficava ansiosa por não saber o quê fazer. Assim, peanut butter não era só o que eu comia. Entrei na onda do café super pesado: bacon, ovo, salsicha... 



conclusão: virei uma bolinha. E com a diferença de fuso entre Brasilia e a Califórnia, eu não podia conversar com a minha mãe com muita facilidade, sabe!? Mas aprendi, cresci e vi que lidar com os sentimentos é a melhor forma de manter a sanidade física e mental.

"it is ok to feel this way", repete, vai!! E vai passar!! Não durará para sempre. Seja forte. 





Enquete: e você quando está nervosa, o que faz para lidar com os sentimentos?

Beijos para @Débora Stein e @Elma! Obrigada pelos comentários meninas. Boa sorte na vida de comissária, Débora. Ouvi dizer que são "altas aventuras"! Se joga!! 

Tarci

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6/19/2014

O dia que esse blog mudou....

Oi, pessoal! Voltei diferente e com todo o gás! Mas por que mudar? O que mudar? E o que já mudou? Não foi uma decisão fácil, mas foi assim, óh:

                                       (podem ler ouvindo essa música MARA!) 

Um dia, eu acordei e pensei "preciso fazer melhor... preciso melhorar o blog pros meus leitores". E decidi mudar a cara do blog! Isso foi há dois meses... Assim, fui redesenhando o blog... Fui lendo livros sobre escrita, sobre outros blogs e sobre crescimento pessoal... Fui aprendendo com outros bons escritores e fui direcionado meus posts... aos poucos! Hoje eu finalmente cheguei onde queria: tenho respostas às perguntas que fiz logo ali e, sendo assim, posso declarar a mudança!

Sabem, quando eu fui au pair, a "coisa" que mais me animava era a mudança... era justamente "a novidade" e o frio na barriga. Mas o tempo verbal usado aqui foi exatamente o pretérito. Eu FUI au pair. E ainda assim, eu gosto de escrever para meninas que serão, já são ou já foram au pairs também. Mas não apenas para elas. Eu gosto de escrever de uma maneira geral e dar dicas dos lugares que visitei, mostrando as experiências que tive. E isso estava tornando-se um problema. Como eu iria escrever para todas essas pessoas? E o que eu precisava mudar?

Assim, eu decidi que o que irá mudar será a essência de cada post. Vocês poderão ler o post em qualquer fase do programa. Não falarei apenas da rotina da au pair, mas das experiências de vida. E ilustrarei com eventos que vivi. Eu sabia que precisava mudar algo por aqui... e agora que sei o que é, continuo respondendo o que mais mudará....

1- A participação de vocês! Farei de tudo para aumentá-la. Deixem temas para os posts nos comentários ou experiências que tenham passado durante o programa... Eu as usarei como exemplo para ilustrar meus posts... gente real, experiências reais. 

2- Eu passarei por aqui, no mínimo, uma vez por semana. Mas conto com a ajuda de vocês para me cobrar lembrar isso. Rsrsrs... Acho que com uma base regular para escrever, mais leitores passarão por aqui!

3- Os temas serão gerais, as ilustrações serão do mundo de au pair e haverá uma parte do blog para responder quaisquer questões que vocês deixarem nos comentários do post anterior.  

Eu gosto tanto de mudança, que no final do meu primeiro ano, eu resolvi trocar de host family. E olha que eu amava os hosts de NJ. Mas eu queria ver o outro lado dos EUA e fui para a CA. Mas chegar lá não foi fácil... envolveu o mesmo planejamento que fiz para mudar a cara do blog. Eu escrevi em um papel tudo que procurava na nova family: qualidades pessoais dos membros da família, número de kids, localização, condições de trabalho etc. Dai, fiz a minha parte. Entrei em sites de busca, como o GAP, e mandava e-mails para umas cinco families por dia, que eram como "eu queria", e perguntava se poderiam entrar para a agência. Algumas até já faziam parte da CC. Falei com várias famílias, além das que a agência me disponibilizou e "TCHAM-RAM", achei uma family como queria. Contei com a ajuda de uma amiga mais experiente, a Dani, para me dar dicas e para me ajudar com um bom cadastro no site. Mas o ponto aqui é que eu trabalhei pela mudança.



E eu vejo meninas dizendo que estão online há dias e nada de families. Pode não ser o seu caso, mas como está o seu perfil? Você preencheu tudo COM CAPRICHO? Você corrigiu o que escreveu? Você já está em contt com LCC´s dos locais que gostaria de ir e com outras au pairs para saber de families que estejam procurando au pairs? Vamos lá... a ordem é se mexer. E você é esperta... procure grupos no FB dos locais em que gostaria de viver e faça as perguntas certas. Mas se você fez tudo isso e "nada", então: CALMA... A hora ainda não chegou. Sim, você tem que acreditar que mudar é bom, mas que nem sempre acontecerá do dia para a noite. 

Eu lembro também quando mudei de NJ para a CA. Isso sim foi do dia para a noite, mas me levou um dia inteirinho e cinco aeroportos para atravessar o país. A minha sorte era que meu cérebro já estava no modo "mudança" e eu esperava MUITOS obstáculos. Assim, eu tomava menos sustos ao longo do caminho... Hahaha... Mas cheguei lá mesmo na dureza... Hahaha A última mudança mais radical foi voltar ao Brasil depois de sofrer o acidente. Essa foi uma mudança inesperada e eu tive que fazer o melhor com o quê havia acontecido comigo!

Mas quando a pessoa decide mudar algo: seja o estilo de vida, seja a aparência física ou um traço psicológico, ela precisa dar um chute inicial e continuar tentando! Buscando! Correndo atrás! Você chegará lá, sim! Tenha fé E trabalhe para isso! Seja um corte de cabelo... seja perder alguns pounds... seja entrar para um college nos EUA... se você resolver fazer isso, não tenha medo e mergulhe fundo. Procure quais devem ser os primeiros passos e siga em frente. Ah, outra dica: não olhe para trás. A gente só visita o passado por dois motivos: aprender com ele ou aprimorar o futuro utilizando-o como exemplo. Visitar o passado para ficar de mimimi depois da mudança não vale. "AAAhhhh cortei o cabelo e ficou um lixo"! Que você jamais diga isso. Assuma o novo cabelo sem medo e vá ser feliz. "Aaaahh virei au pair e tenho que lavar minha roupa e limpar bumbum de kid!". Faz favor! Você queria a mudança, ela aconteceu, há prazo de validade (1 ou 2 anos), agora vai aproveitar, poxa! 

E vocês? Gostam de mudanças? Qual a próxima em suas vidas? Um escritor que escreve conhecendo os seus leitores, toca muitas vidas... Participem do processo de mudança... 

Beijo, auperustikos!
Até a próxima! E viva a mudança.

Tarciana 

Nossa página no FB: Amiga do Tio Sam Au Pair :) Convide os amigos! Curta os posts! 



5/28/2014

Maya Angelou...

Uma grande perda para o mundo literário....

Segue a minha breve homenagem...


Maya Angelou (1928- 2014)

5/11/2014

curta e grossa!

Podia estar colocando vááááárias dicas de presentinhos para a hostess... Mas hoje não! Hoje entrei aqui 2min para desejar ao povo auperiano: feliz dia das mães! Vocês são quase mães... muitas vezes, são as únicas mães - pessoas com juízo, senso de responsabilidade e fonte de carinho - que essas kids têm por perto. Assim, faz favor: continue cuidando e educando. Uma hora, seu prêmio vem! Nem que seja um "thank you" dos pais biológicos.  Nem que sejam essas poucas linhas te desejando FELIZ DIA DAS MÃES! Ou, melhor ainda, nem que seja um breve e tímido "I love you" da kid! O melhor de todos os presentes!

Estou errada? 

Beijos!